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Forte calor continua castigando Uberaba

A tendência é de aumento da temperatura

11/09/2019 06h00Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Climatologista Wanda Prata lembra que o calor permanecerá forte nos próximos dias - Foto: Arquivo
Climatologista Wanda Prata lembra que o calor permanecerá forte nos próximos dias - Foto: Arquivo

 

Maria das Graças Salvador

O calor não está dando trégua em Uberaba, mesmo estando no inverno. E a tendência é de aumento da temperatura, segundo informa a climatologista Wanda Prata. 

Ela afirma que há um anticiclone, em nível médio, ganhando muita força. “Este anticiclone joga o ar para a superfície aquecendo e ressecando muito a coluna troposférica.  Assim, o calor está 5°C acima da média climatológica, no Triângulo, Oeste de Minas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e parte da região Sul”, explica.

A climatologista observa que essa situação perdurará nos próximos dias até sexta, quando as máximas descerão em 2°ou 3°C, mas o clima continuará aquecido.

Wanda Prata prevê chuva ainda neste mês. “Após o dia 20 haverá possibilidade que apareçam as chuvas. O bloqueio no Sul será rompido e a umidade entrará. Lembro ainda que a Umidade relativa do ar está abaixo dos 20%. Nesta terça-feira (10) está em 16%. Por isso é necessário beber bastante água, evitar exercícios fortes. Aqui vai uma fórmula para se saber o mínimo de água deve ser ingerido por pessoa: Peso (exemplo 60kg) multiplicado por 3.6 (60x3.6 = 216) então deve-se beber dois litros e mais 160 ml, ou dois litros e um copo”, orienta a climatologista.

Outras orientações são usar roupas leves, evitar refeições pesadas, com preferência para frutas e verduras, além de usar sombrinha ou guarda-chuva para andar nas ruas no período mais quente. A hidratação deve ser reforçada, com a ingestão de bastante líquido.

Vale lembrar que o calor é característico de setembro, mês de transição do inverno para a primavera, que começa na madrugada do dia 23. Segundo o Inmet, a climatologia, com base em ao menos 30 anos de observação, mostra que entre setembro e outubro são registradas tradicionalmente as maiores temperaturas, diante da escassez de chuvas e da pouca nebulosidade. Isso também faz com que os índices de umidade fiquem críticos, em níveis como o registrado ontem: 16%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o índice entre 21% e 30% como estado de atenção; entre 12% e 20%, de alerta, e abaixo de 12%, estado de emergência. O índice considerado ideal é de 60%.

 

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