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Congressistas mineiros avaliam que Jair Bolsonaro deverá vetar o Fundo Eleitoral

Congressistas mineiros avaliam que Jair Bolsonaro

21/07/2021 04h00
Por: Euripedes Antonio Campos
Senador Carlos Viana disse que Bolsonaro pode vetar ou até mesmo negociar com o Congresso - Foto: Ramon Bitencourt
Senador Carlos Viana disse que Bolsonaro pode vetar ou até mesmo negociar com o Congresso - Foto: Ramon Bitencourt

Congressistas mineiros, ligados à base do governo, avaliam que o presidente Jair Bolsonaro deverá vetar o aumento para R$ 5,7 bilhões do Fundo Eleitoral a ser utilizado nas eleições de 2022. A proposta foi aprovada no Congresso dentro da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) e contou com os votos “sim” de deputados e senadores da base de Bolsonaro na última quinta-feira. Após a repercussão negativa, o presidente criticou o texto, justificou o voto favorável de sua base e deu a entender que vetaria o aumento. 

Para o deputado Charles Evangelista (PSL), que votou favorável ao texto, as falas do presidente apontam para uma tendência de veto. “Pelas palavras do presidente, eu acredito que ele irá vetar o texto e, na minha opinião, o Congresso deve manter o veto, porque não acho que temos a necessidade de aumentar o Fundão nesse momento”, disse. Ele explicou o motivo de ter sido favorável à matéria.

“A LDO foi votada com várias diretrizes importantes, inclusive eu tive uma emenda acatada pelo relator, então não teria nem como eu votar contra a LDO com uma emenda minha acatada. Mas existem vários outros caminhos para poder brecar o aumento do Fundão”, pontuou. 

O vice-líder do governo no Senado, Carlos Viana (PSD), também justificou a necessidade de se aprovar o texto para garantir a LDO, mas disse que Bolsonaro pode vetar ou até mesmo negociar com o Congresso. 

“Na liderança do governo, a expectativa é dar ao presidente a possibilidade de vetar ou negociar com os partidos um valor menor – já que os R$ 5,7 bilhões são o teto, e não um gasto obrigatório. Os partidos podem se comprometer a usar uma verba menor”, afirmou Viana, que também votou pela aprovação. 

A deputada bolsonarista Alê Silva (PSL) defende um acordo entre o Congresso e o governo para o valor destinado ao Fundão. A parlamentar, que também votou favorável ao texto, disse que a base eleitoral de Bolsonaro pede o fim do fundo, no entanto teme que o veto possa aumentar o desgaste da relação do presidente com o Congresso.

“Particularmente, acredito que deva existir a possibilidade de um acordo entre o Executivo e o Congresso Nacional que não seja este aumento e nem o valor inicialmente proposto de R$ 2 bilhões”, disse a deputada. 

Alê Silva ainda destacou que a maioria dos congressistas foram eleitos usando dinheiro do fundo. “O eleitor é que deveria ser o grande juiz desta demanda, votando apenas em candidatos que não usam o Fundão, pois assim limitaríamos, e muito, não só o seu valor, como o número de políticos que procuram esse tipo de financiamento”, defendeu. Ela acredita que o governo irá seguir as orientações do Ministério da Economia a respeito do tema.

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