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Greve

Parte dos funcionários dos Correios adere a greve

Foi confirmada a adesão ao movimento pelas cidades de Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas e Patrocínio

12/09/2019 06h00Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Movimento dos Correios foi aderido em Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas e Patrocínio e serviço não foi comprometido, segundo sindicato - Foto: Reprodução/G1
Movimento dos Correios foi aderido em Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas e Patrocínio e serviço não foi comprometido, segundo sindicato - Foto: Reprodução/G1

Assim como em outros estados do país, parte dos funcionários dos Correios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba deflagrou greve por tempo indeterminado na noite de terça-feira (10). Na área de abrangência do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Uberaba e Região (Sintect-URA), que contempla 156 cidades da região, foi confirmada a adesão ao movimento pelas cidades de Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas e Patrocínio, conforme informou o presidente Wolnei Cápolli ao G1.

Ele também explicou que ainda não há um número exato de trabalhadores – a maioria carteiros – que paralisaram as atividades e acrescentou que os serviços não foram comprometidos.

O presidente do Sintect-URA também disse que, como a greve foi iniciada às 22h de terça, o sindicato ainda está recebendo informações sobre como está o movimento em outras cidades, porque nem todas pararam as atividades na totalidade e outras nem aderiram. “Os serviços nas cidades da área de cobertura do Sintect-URA estarão normais, mas não estarão fluindo como normalmente flui, pois a intenção da greve é gerar um impacto e estamos brigando para não perdemos nossos direitos”.

Cápolli disse ainda que, por lei, por se tratar de um serviço essencial, existe um quantitativo mínimo que obrigatoriamente tem que trabalhar. “Estamos aguardando o quantitativo ser estipulado por meio determinação judicial”, afirmou.

 

Motivo da greve - O reajuste salarial de 0,8% é um dos principais pontos reclamados pela categoria, que também quer impedir a redução dos salários e de benefícios.

Os trabalhadores ainda querem a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

Os funcionários também são contra a privatização da estatal, incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

“A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família”, afirmou em nota a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).

O presidente do Sintect-URA também explicou que, como a greve foi iniciada às 22h de terça, o sindicato ainda está recebendo informações sobre o movimento em outras cidades, porque nem todas pararam as atividades na totalidade e outras nem aderiram. “Vamos fazer um levantamento ao final do dia sobre o que temos, e vamos reunir o comando de greve para fazer um balanço do trabalho do dia e planejar o dia seguinte”, finalizou.

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