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Pesquisa DataTempo: Maioria tem percepção negativa sobre Brasil

Pesquisa DataTempo: Maioria tem percepção negativa sobre Brasil

22/09/2021 04h00
Por: Redação
Mastro da bandeira do Brasil. Pesquisa DataTempo mostra a percepção dos brasileiros em relação ao país - Foto: ANTÔNIO CRUZ/ABR
Mastro da bandeira do Brasil. Pesquisa DataTempo mostra a percepção dos brasileiros em relação ao país - Foto: ANTÔNIO CRUZ/ABR

Indo além da consulta aos brasileiros sobre a corrida eleitoral de 2022, a primeira pesquisa nacional do instituto DataTempo também avaliou a percepção da população sobre a situação do país em seis áreas: corrupção, violência e criminalidade, desemprego, saúde, economia e democracia.

A maioria, ou 44,9% dos entrevistados, indicou uma percepção negativa em todas essas áreas. Para 38,5%, há quatro ou cinco áreas problemáticas no país, enquanto 12,5% acreditam que há entre duas ou três áreas com problemas graves. Já 4,1% dos brasileiros indicaram que não há nenhuma ou há apenas uma área com problema no país.

 

Corrupção - Sobre a corrupção, 80,2% dos consultados consideraram a situação ruim ou muito ruim. Para 7,2%, a situação é muito boa ou boa. Outros 11,4% dos participantes consideraram a corrupção regular, enquanto 1,2% não soube ou não respondeu a esse tópico.

O sentimento sobre corrupção é considerado pior para mulheres do que para homens. Enquanto 50,15% das mulheres consideram “muito ruim” a corrupção, esse índice foi de 41,9% entre os homens. Nesse sentido, mais homens fazem uma avaliação positiva sobre a corrupção. O índice dos que consideram a situação “boa” foi de 9,7% e “muito boa” foi de 1,70%. Já entre as mulheres, apenas 2,83% consideraram a situação “boa” e 0,98% consideraram “muito boa”.

No recorte por idade, 75% dos entrevistados (todos acima de 16 anos) têm o sentimento “ruim” ou “muito ruim” sobre corrupção. O pior índice fica na faixa de 16 a 24 anos, que soma 88,08%. A faixa dos 45 a 54 anos é a mais otimista com relação à corrupção: 11,91% consideram a situação “boa” ou “muito boa”.

Quando o recorte é pela renda familiar, a situação da corrupção é “muito ruim” para 46,79% daqueles que ganham acima de 10 salários mínimos. Para 44,13% dos que recebem até dois salários mínimos, a corrupção é “muito ruim” (ou 44,13%). A avaliação da corrupção é mais positiva (muito boa ou boa) entre aqueles que ganham entre 5 e 10 salários mínimos (11,55%) e entre os que ganham acima de 10 salários mínimos (10,25%).

Olhando para as religiões, 40,36% dos evangélicos consideraram a corrupção “muito ruim”, enquanto 8,27% indicaram uma percepção “boa” e para 2,11% é “muito boa”.  Para os católicos, 46,41% consideraram “muito ruim”, para 5,77% é “boa” e para 0,82% é “muito boa”. Já entre os candomblecistas, 70,59% consideraram “muito ruim” a corrupção, enquanto nenhum indicou ser “boa”, mas para 5,88% é “muito boa”.

 

Violência e criminalidade - No recorte geral, 88,4% dos participantes consideraram a situação da violência e criminalidade “ruim” ou “muito ruim”. Para 4,4% a situação é “muito boa” ou “boa”, enquanto 6,7% percebem a situação como “regular” e 0,5% não soube ou não respondeu.

Para as mulheres, a avaliação da violência é mais negativa do que para os homens. Entre elas, 64,09% consideram “muito ruim” a violência e criminalidade e 29,56% consideram “ruim”. Já entre os homens, 47,7% indicaram que essa situação é “muito ruim” e 35,2% consideram “ruim”. O índice de mulheres que avaliaram a violência e criminalidade de forma positiva foi de 1,75%, enquanto entre os homens esse índice é de 6,8%.

Os jovens com idade entre 16 e 24 anos são os que avaliaram pior a violência e criminalidade (61,15% consideraram “muito ruim” e 31,15% consideraram “ruim”). Depois deles, a avaliação mais negativa ficou entre os de 55 anos ou mais (55,04% consideraram “muito ruim” e 32,17%, “ruim”). A avaliação mais positiva sobre a violência e criminalidade coube à faixa etária entre 45 e 54 anos (5,62% indicaram ser “boa” e 0,9% “muito boa”).

Quando o recorte é sobre a renda familiar, os grupos que avaliaram de forma mais negativa a situação da violência foram aqueles que recebem de dois a cinco salários mínimos (57,75% consideram “muito ruim” e 30,67% “ruim”) e aqueles que recebem até dois salários mínimos (para 55,87% é “muito ruim” e para 34,42% é “ruim”). A percepção mais positiva sobre esse tópico ficou entre aqueles que ganham de cinco a 10 salários mínimos (7,17% consideraram “boa” e 0,4% “muito boa”).

Há diferença significativa na percepção dos brasileiros sobre a violência quando o recorte é por região. As piores avaliações são das regiões Nordeste (63,89% “muito ruim” e 29,51% “ruim”) e Sudeste (57,63% “muito ruim” e 31,72% “ruim”). Na região Sul, 44,04% consideram “muito ruim” e 42,6% indicaram “ruim”. No Centro-Oeste, 43,06% avaliaram a violência e criminalidade como “muito ruim” e 33,33% como “ruim”. Por fim, na região Norte, os índices de “muito ruim” e “ruim” são, respectivamente, 51,91% e 27,87%. Aqueles que mostraram uma percepção mais positiva sobre esse tópico estão nas regiões Centro-Oeste (11,11%) e Norte (7,65%).

 

Desemprego - Com relação ao desemprego, a pesquisa DataTempo revela que 89,7% dos entrevistados consideram a situação “ruim” ou “muito ruim”. Apenas 2,9% avaliaram como “muito boa” ou “boa”. Para 6,9% a situação é regular e 0,5% não soube ou não respondeu.

No recorte de gênero, novamente são as mulheres que apresentam os índices mais pessimistas. Para 64,8% delas, o desemprego é “muito ruim” e 27,12% avaliam como “ruim”. Entre os homens, esses índices são de 50,8% e 36,10%, respectivamente. Enquanto 4,2% dos homens percebem o desemprego de forma positiva, esse índice é de apenas 1,95%.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, a avaliação sobre o desemprego é mais negativa do que nas outras faixas etárias. Neste grupo, 66,15% consideram a situação “muito ruim” e para 26,92% é “ruim”. Depois dessa faixa, os que avaliam pior o desemprego são aqueles que têm entre 25 e 34 anos (para 58,99% é “muito ruim” e para 31,9% é “ruim”). A faixa etária que melhor avaliou o desemprego é do grupo de quem tem entre 45 e 54 anos (para 4,04% é “boa” e para 0,45% é “muito boa”).

Chama a atenção a percepção dos brasileiros sobre o desemprego quando o recorte é pela renda. Aqueles que avaliaram pior a situação são os que ganham acima de 10 salários mínimos (60,9% consideraram “muito ruim” e 28,21%, “ruim”) e aqueles que ganham até dois salários mínimos (59,24% avaliaram como “muito ruim” e 32,07%, “ruim”). As percepções mais positivas ficaram entre os que recebem entre cinco e 10 salários mínimos (com índice de 5,18%) e acima de 10 salários mínimos (5,77%).

 

Saúde - Questionados sobre a situação da saúde no país, 69,6% dos entrevistados consideraram “ruim” ou “muito ruim”, enquanto 10,5% avaliaram como “muito boa” ou “boa”. Já 19,3% consideraram a situação da saúde “regular” e 0,6% não soube ou não respondeu.

Entre as mulheres, 72,88% avaliaram como “ruim” ou “muito ruim”. Já entre os homens esse índice foi de 65,3%. No grupo das mulheres, 7,91% consideraram a saúde “boa” ou “muito boa”, enquanto entre os homens esse índice é de 13,9%.

No recorte pela renda, os que mais consideraram a situação da saúde “muito ruim” são aqueles que recebem acima de 10 salários mínimos (42,31%) e aqueles que recebem até dois salários mínimos (41,88%). Os que avaliaram a saúde de forma mais positiva são aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos (11,58% consideraram “boa”) e, novamente, aqueles que recebem até dois salários mínimos (10,21% avaliaram como “boa”).

 

Economia - Quando o tema é economia, 80,4% dos entrevistados consideraram a situação “ruim” ou “muito ruim”. Já 6,6% avaliaram como “muito boa” ou “boa”, enquanto para 11,7% a situação econômica está “regular” e 1,3% não soube ou não respondeu.

Nesse tópico, novamente as mulheres demonstraram mais pessimismo, pois 85,56% delas avaliaram a economia como “muito ruim” ou “ruim”. Entre os homens, esse índice foi de 75,6%. Enquanto 10,1% deles avaliaram a economia como “boa” ou “muito boa”, somente 3,42% dentre as mulheres tiveram essa percepção mais positiva.

No recorte por região, o Centro-Oeste e o Sudeste lideram na percepção mais negativa, com índices para “muito ruim” de 52,78% e 53,25%, respectivamente. No Nordeste, esse índice é de 45,49%, no Norte é de 44,81% e no Sul é de 30,69%. As avaliações mais positivas foram registradas no Norte (para 9,29% é “boa”) e no Sul (para 10,11% é “boa” e para 1,44% é “muito boa”).

 

Democracia - Na avaliação sobre a democracia, 66,6% dos brasileiros consideraram “ruim” ou “muito ruim” a situação, enquanto 10,5% consideraram “boa” ou “muito boa”. Já 18,4% avaliaram como “regular” e 4,5% não soube ou não respondeu.

No recorte por gênero, 36,1% das mulheres consideraram a situação da democracia “muito ruim” e para 34,15% é “ruim”. Entre os homens, esses índices são de 31% e 31,8%, respectivamente. Entre os que avaliaram de forma mais positiva a situação da democracia, 12,6% dos homens consideraram “boa” e 1,9%, “muito boa”. Já entre as mulheres, esses índices são de 6,15% e 0,59%, respectivamente.

Os índices da avaliação sobre a democracia também são mais expressivos no recorte regional. No Nordeste, 70,66% avaliaram como “muito ruim” ou “ruim”. No Sudeste, esse índice é de 68,87%, enquanto no Norte é de 60,66%, no Centro-Oeste é de 54,17% e no Sul, é de 61,37%.

 

Problema mais grave - Em outra frente, a pesquisa consultou os brasileiros sobre a percepção de qual é o problema mais grave que o país está enfrentando. Nesse tópico, 21,2% consideraram que é o desemprego; 12,9% indicaram a economia; 11,8% destacaram a saúde; 11,2% consideraram que é a pandemia da Covid-19; 7,8 indicaram a corrupção; 5,6% consideraram que é a pobreza extrema e 5,1% avaliaram a inflação como o pior problema. Ao todo, 3,2% não soube ou não respondeu.

 

 Metodologia - A pesquisa do instituto DataTempo realizou 2.025 entrevistas domiciliares entre os dias 9 e 15 de setembro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,18 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

 

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