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Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Cláudio HumbertoCláudio Humberto Rosa e Silva é um jornalista brasileiro, colunista e editor-chefe do Diário do Poder, responsável pela ascensão de Fernando Collor de Mello no cenário político nacional. Sua coluna é reproduzida em jornais de todo o Brasil.

19/09/2019 06h00Atualizado há 3 meses
Por: Redação

“A gente precisa reorganizar essa questão da tramitação”

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre reclama do pouco tempo para análise de projetos

 

Repulsa geral revogou o Fundão Sem Vergonha

O acordo dos líderes no Senado, nesta terça (17), jogando no lixo a minirreforma eleitoral aprovada na Câmara, resultou da impressionante pressão da opinião pública, incluindo a avalanche de críticas nas redes sociais. Diante da repulsa geral, os senadores desistiram de comprar briga em defesa do Fundão Sem Vergonha. O acordo preserva o Fundo Eleitoral de R$1,7 bilhão, mesmo valor da eleição de 2018.

 

Bom senso de volta

Diante da rebordosa, até Rodrigo Maia, que deixou prosperar o Fundão na Câmara, virou um crítico do aumento do valor para R$3,7 bilhões.

 

Salvando o bilhão

Se não houvesse o acordo de líderes no Senado, o projeto aprovado da Câmara seria rejeitado, incluindo o Fundão de R$1,7 bilhão.

 

Musa da resistência

Presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS) foi uma gigante contra o Fundão Sem Vergonha. Não aceitou análise do texto ”a toque de caixa”

 

Contra o Fundão

Senadores bateram o bumbo, como Jorge Kajuru e Leila Barros (DF), do PSB, Alessandro Vieira (SE) e Eliziane Gama (MA), do Cidadania.

 

Teve assinaturas ‘fake’ na CPMI das Fake News 

Podem ser ”fake” (ou falsas) três das 48 assinaturas de senadores e cinco das 274 assinaturas de deputados em apoio à CPMI das Fake News. É que a Secretaria Legislativa do Congresso, que verificou a autenticidade das assinaturas no dia 5 de junho, não reconheceu oito de senadores e deputados. Há dez assinaturas repetidas de senadores e 32 de deputados. No Congresso, ninguém explica o que houve.

 

Senadores não-verificados

Não foram confirmadas assinaturas dos senadores Vanderlei Cardoso (PP-GO), José Maranhão (MDB-PB) e Styvenson Valentim (Pode-RN).

 

Deputados também

Paulo Ramos (PDT-RJ), Dr. Jaziel (PL-CE), Boca Aberta (Pros-PR), Aline Gurgel (PRB-AP) e Abílio Santana (PL-BA) não conferem.

 

Pré-requisitos

Para ser criada no Congresso, uma CPI mista precisa do apoio de 27 senadores e 171 deputados. Esse mínimo foi atingido.

 

Tudo bem com ele

Na capital dos boatos, ontem, os “problemas de saúde” do general e ministro Augusto Heleno (Segurança Institucional) viraram piada de fim de tarde. Ele terminou o dia como começou: muito bem.

 

Abaixo a patifaria

A democracia aceita tudo, até que atentem contra os seus princípios. A lei e a decência são irmãs siamesas, por isso não se poderia tolerar o Fundão Sem Vergonha. Democracia não rima com patifaria.

 

 

PODER SEM PUDOR

Dois em um

Além de Petrônio Portela, articulador da abertura política, o Piauí tinha o senador biônico Lucídio Portela. Ao contrário do irmão, Lucídio tinha fama de rude. Certa vez ele elogiava a ditadura quando citou o escritor Fiódor Dostoievsky. Um senador de oposição aparteou: “Interessante sua citação de Dostoievsky. A propósito, o nobre colega já leu ‘Crime e Castigo’? O velho Lucídio multiplicou por dois o clássico romance da literatura russa: “Li os dois!”.

 

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

 

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