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Reino perdido de Sigiriya tem mais de 1600 anos e passou 3 séculos abandonado

Reino perdido de Sigiriya

21/11/2021 às 04h00
Por: Redação
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A gigantesca rocha permaneceu desconhecida da civilização por séculos - Foto: Dylan Shaw/Unsplash
A gigantesca rocha permaneceu desconhecida da civilização por séculos - Foto: Dylan Shaw/Unsplash

Localizado a 370 metros acima do nível do mar e 200 metros acima das selvas que o cercam, a Sigiriya é um antigo complexo palaciano e fortaleza repleto de importância arqueológica que atrai milhares de turistas todos os anos.

Ainda no século 3, havia um mosteiro neste planalto, já no século 5 o rei Kasyapa ergueu a enorme residência e fortaleza real. Kasyapa conquistou o reino ao matar o próprio pai e assumindo o trono que seria do irmão mais velho. Temendo vingança, o conhecido “rei usurpador” mandou construir a fortaleza no topo da grande pedra, para ter visão privilegiada e dificultar o acesso a qualquer exército inimigo ao local.

O rei viveu no local por 17 anos, até que o irmão resolveu emplacar uma batalha contra ele e, abandonado pelo próprio povo, Kasyapa cometeu suicídio. O irmão então assumiu o trono que lhe era de direito, mas voltou à antiga capital do Sri Lanka, Anuradhapura, dando início ao declínio de Sigiriya.

Após a morte do rei, o local foi novamente transformado em um mosteiro, até que, sem nenhuma explicação conhecida, foi novamente abandonado durante o século 14. Toda a fortaleza, formada a partir do magma de um antigo vulcão inativo, foi todo esculpido em forma de um gigantesco leão, do qual hoje somente as patas estão preservadas.

A enorme pedra era desconhecida até ser redescoberta em 1831 e continuou desconhecida do mundo ocidental até o ano de 1907. Toda a obra arquitetônica local é surpreendente e deslumbrante, sendo reconhecida como umas das construções urbanas mais importantes do mundo antigo e como Patrimônio Mundial da Unesco, em 1982.

O Sigiriya é considerado uma das mais valiosas atrações e monumentos históricos do Sri Lanka, sendo considerada pelo povo local a Oitava Maravilha do mundo.

 

Quando ir - O calor na região é muito intenso e, por causa das chuvas, as planícies do Sri Lanka podem ficar bem escorregadias em determinadas épocas, então o mais recomendado é que se visite a grande pedra entre os meses de dezembro e abril, época em que as chuvas são relativamente baixas e a temperatura mais amena – o calor é bem intenso por lá.

Entre os meses de junho e agosto as chuvas são mais baixas, mas os passeios deverão ser pelo início da manhã, quando é mais frio. Ao visitar, é importante que se use roupas confortáveis, leve água, lanche e se evite levar peso. A temperatura média do local é de 30°C, pode não parecer muito para um brasileiro, mas considerando que se estará a mais de 200 metros acima do mar e em uma longa caminhada, escalando uma enorme pedra, é melhor não passar sufoco.

Para entrar na Sigiriya há uma taxa de cerca de US$ 30 por pessoa (R$ 163,63 em conversão direta) e o pagamento é aceito somente em dinheiro. A taxa de inscrição para Sigiriya também inclui a entrada no Museu Sigiriya, que explica a história da cidade antiga e algumas das principais atrações.

A bilheteria está localizada em uma rua lateral próxima à entrada principal da fortaleza e funciona das 6h30 às 17h. É melhor ir precavido, apesar de haver um caixa eletrônico próximo ao local o mais comum é que este não esteja funcionando.

 

O que ver por lá - Ao chegar à famosa “Pedra do Leão”, o turista já se depara com as incríveis e enormes patas esculpidas em rocha, que marcam o início de uma enorme escada, com cerca de 1200 degraus, a subida é longa e pode ser bem cansativa, mas oferece uma vista que faz valer a pena o esforço. Para tirar fotos, o melhor horário é no final da tarde, com o pôr do sol oferecendo uma luz mais alaranjada e uniforme – em horários com o sol forte a visibilidade fica bastante prejudicada para as fotografias.

Lembrando que em alguns pontos da visita, em nome da conservação do local, é proibido tirar fotos.

 

Afrescos de mulheres seminuas - As artes ainda muito bem conservadas se encontram já na metade da subida. As pinturas retratam mulheres de cintura fina e seios fartos que, segundo uma lenda local, seriam as amantes do rei Kasyapa – que teria mais de 500 mulheres. Por outro lado, também existe a teoria de que sejam representações de ninfas celestiais da deusa Tara, pela semelhança com as figuras rústicas em Ajanta, na Índia.

 

Jardins aquáticos - Próximo à entrada principal já é possível ver os jardins, seguidos por outros que são formados por terraços e pedrarias que, no passado, foram santuários de monges.

Há também piscinas de banho, ilhotas e, mais acima, jardins de pedras delicadas onde é possível ver as águas pelas curvas e os pedregulhos. No local há todo um sistema hidráulico com canais, lagos, pontes, bombas de água e cisternas que funcionam até hoje.

 

As paredes de espelho - As paredes com rochas tão polidas que se acredita que o rei passava algumas horas por ali, admirando a própria imagem. Com o passar dos anos, muitos vândalos foram ao local fazer gravuras, escrevendo poesias e declarações de amor – datadas de mais de 10 séculos atrás. Atualmente é terminantemente proibido escrever qualquer palavra ou desenho no local, por questões de preservação histórica.

 

Onde se hospedar - Existem vários hotéis e resorts na zona rural ao redor de Sigiriya, onde o turista pode ficar por alguns dias com conforto e – dependendo da opção – sem gastar muito dinheiro.

Há hotéis com valores que vão de R$ 97 do hotel La Dolce Vita, até R$ 784 do hotel Heritance Kandalama (valores por noite, considerando as opções mais básicas de cada hotel)

Do topo da Pedra Sigiriya, ou Pedra do Leão, é possível ver que as planícies ao redor são áreas rurais, repleta de arrozais, pequenas aldeias agrícolas e trechos de floresta. Pela região é possível fazer algumas caminhadas e provar iguarias caseiras do Sri Lanka.

Para passear pelas selvas é importante contratar os serviços de um guia especializado.

 

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