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Paulo César de Oliveira

Jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil e jornal TudoBH

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24/09/2019 06h00
Por: Redação

Um ano perdido

Chegamos ao final dos primeiros nove meses de governo e o Brasil ainda não entrou no ritmo do  desenvolvimento- na verdade nem próximo disto está-  na geração de riquezas que é a receita única para minorar o desemprego que assola o país, deixando mais de 20 milhões de desempregados e subempregados. Havia muita confiança, uma quase euforia, com o governo Bolsonaro, com as promessas feitas pelo Posto Ipiranga, que é como o presidente chamava o seu ministro da Economia, Paulo Guedes. As promessas eram de que se as reformas avançassem, o país entraria nos eixos.

Até agora nada aconteceu que nos faça enxergar a retomada da economia como alguns otimistas dizem estar ocorrendo. Os números do PIB de 2019 são assustadores e as previsões para o próximo, desanimadoras. O ano está no fim e 2.020 se aproxima celeremente sem que o tão esperado desenvolvimento aconteça. Ainda pior, sem que as mudanças prometidas se efetivem. Avançamos um pouco com a Previdenciária, cujos resultados são de longo prazo. Mas estamos inertes com a tributária esta sim, segundo os economistas, a que é capaz de colocar a economia para andar. O governo fala agora em criar um grupo para estudar uma proposta.

Corre o risco de ser atropelado pelo Congresso que já discute outros projetos de autoria de deputados e senadores. Todos sabem que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas tem uma elite dominante que crava tudo que possa ameaçar seu Poder. Fica a sensação de que ninguém quer mudar nada. Mudanças mexem em posições. E isto é o que muita gente não quer. O nosso Congresso, por exemplo, faria uma reforma política, atingindo quem está encastelado ali há décadas? Nos estados a situação não é diferente.  Sobressai-se apenas o trabalho do governador de São Paulo, João Doria Jr., atuando incansavelmente, com firmeza, mostrando que tudo é possível, desde que se rompa algumas estruturas arcaicas. A começar no seu partido, o PSDB, onde as ex lideranças, como Fernando Henrique, não queriam aceitar Doria como o novo líder. Pelo trabalho que realiza e pelo destemor político, torna-se o grande nome para 2.022.

 

Paulo César de Oliveira - Jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil e jornal TudoBH

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