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Fabiana Silbor

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Fabiana SilborFabiana Silbor é Professora Universitária, radialista, apresentadora de televisão, jornalista, palestrante, gestora empresarial, articulista e pesquisadora nas áreas de ciências sociais e empresariais. Referência midiática, ela está no Jornal de Uberaba há nove anos, com uma página que promove conteúdo exclusivo, reflexões modernas, complexas e com doses cítricas. Fabiana Silbor foi repórter e apresentadora das Redes Integração, afiliada Globo, e Bandeirantes de Televisão.

29/09/2019 06h00
Por: Redação
Uma das vozes mais adoráveis do universo, só poderia ser de uma pessoa preciosa como Thiago Neves. O fantástico tenor fará uma exclusiva apresentação em tributo a Frank Sinatra. Será no dia 05 de outubro no Teatro Vera Cruz. Imperdível
Uma das vozes mais adoráveis do universo, só poderia ser de uma pessoa preciosa como Thiago Neves. O fantástico tenor fará uma exclusiva apresentação em tributo a Frank Sinatra. Será no dia 05 de outubro no Teatro Vera Cruz. Imperdível

Bem vindo!

Bem vinda.

Setembro foi um piscar. Terminou. Outubro chega com suas chuvas primaveris. Eis que o ano segue para o fim. E você cumpriu o que prometeu? Se tornou uma pessoa melhor?

 

Desce mais uma

Abram alas para o tempo da reclamação. Para os filhos da malcriação, que querem passar, sem respeito pela coletividade. É que estamos na época de desmanche de caráter: ah! Isso, ninguém pode negar. Porque nas tetas desse país o que não falta é gente querendo mamar. “Me dá um dinheiro, aí” virou tema da salvação, nessa nobre tentativa e reconstrução da dignidade tupiniquim. E, mesmo repetindo que cachaça não é água, a humanidade está, cada dia mais, viciada em beber para esquecer, que vergonha é o mínimo, para ter evolução.

 

Karaokê da pilhagem

Com as “pipas do Vovôs” coroneis subindo graças ao viagra, o povo sendo tratado como o índio do passado, iludido com espelho e apito... e, vida que segue. Inclusive, na Zebulândia, “Leões de Chácara”, que substituíram os bastardos esculpidos pela tirania, repetem: “daqui não saio, daqui ninguém me tira”.

 

A saga dos Ordinários

Preguiça, em dobro, de gente que fica vangloriando a modesta contribuição social. Perdidas em movimentos repetitivos e pequenos, agitadas pelo troco do capitalismo, essas pessoas fazem nada, ou bem pouco, para melhorar a qualidade do coletivo. Ao contrário, estimuladas por uma balburdia interna que lhes garante certezas falsas, elas vão correndo de um lado para o outro sem perceber qual o sentido ou a intenção. Perdem o sabor, detonam a admiração, se tornam reféns da própria alienação. E ampliam o nível de estresse ao menor contato porque lhes falta o básico, partindo da consideração. São seres que corrompem a conversa honesta para agigantar as baixas condições. Querendo atribuir mais do que o merecido aos seus atos ordinários, alguns até desnecessários. Grande dó dos desprovidos de talento que precisam inventar, exagerar, dramatizar a própria situação.

 

Indignante

E antes que comece o “mimimi”, diploma não torna ninguém melhor, mas, pelo menos, sabedor da técnica com o rigor e a imparcialidade do conhecimento, o indivíduo será. Dos novos profissionais, há esperança de um entendimento valioso da carreira e a humildade de reconhecer o quanto existem, ainda, veteranos que ralam com idealismo, nesse mercado corrupto, disfarçado de contemporâneo, para manter flamejante a bandeira da ética.  

 

Eco

Maquiavel deixou muitos legados, atribui-se a ele, inclusive, a frase: “dê poder ao homem e descobrirá quem ele realmente é”. Fatíssimo! Quer conhecer uma pessoa a veja acontecer sem máscaras em um ambiente no qual ela detenha domínio pela imposição. Rapidamente será possível verificar se há firmeza ou fraqueza de caráter. Se é um indivíduo nobre na prática ou um raso falastrão. Se é um abusador disfarçado de competente. Etc, etc, etc. A revelação é fatídica. Para manter-se no poder muitos perdem o básico e passam a ser nutridos pelas falsidades acumuladas entre os submissos que aceitam acordar com o teatro da hipocrisia constantemente encenado. E enquanto no escuro da alma sobrepõe à tirania, mentiras recontadas que se vestiram de verdades imperam, bajuladores e seres de baixo calão intelectual, com alta disposição para fingir, vão se mantendo imunes. 

 

Situações repetitivas

Era fato anunciado que depois do oba-oba do consumismo, o excesso de dívidas e a falta de planejamento trariam resultados chamados popularmente de crise. O desconhecimento das leis favorece a ação dos espertos. Percebe-se, com frequência, o péssimo uso da informação para manipular e favorecer interesses pessoais. 

 

Educa Ação

O acesso à tecnologia mostra a de falta de educação em ambientes coletivos. É incrível o desrespeito motivado pelo vício do celular. As pessoas ignoram que em locais públicos a educação deveria ser favorecida. Pais cansados das múltiplas rotinas demonstram exaustão por todo o canto. Supermercados, shoppings, praças públicas se tornam palcos para espetáculos que revelam o despreparo para essa fase desafiante da vida. De gritos, passando por birras de todas as formas, até ao desrespeito, esses comportamentos revelam uma necessidade urgente de reavaliar o papel da família na educação do indivíduo.

 

Marginalidade cheia de justificativa

A velocidade da via é de 60 quilômetros e o motorista insiste em ocupar as duas faixas a 20 por hora. Por que a criatura não vai a pé? A ruindade no trânsito de Uberaba só pode ser crônica. Dona de uma das maiores frotas do estado a cidade pena com pedestres, motoristas e motociclistas absurdamente despreparados. Tem de tudo, a rodo, em todo canto. Falta consciência, educação, conhecimento, preparo, experiência... Ufa!  

 

Lamentos inúteis

É triste viver numa época que precisa ficar controlando as pessoas para que elas façam o óbvio. Precisa de repressão, de multa, de ficar repetindo para não parar em mão dupla, para não ultrapassar pela direita, para não pegar a via oposta e depois tentar bancar o espertinho, para seguir a velocidade. Que chatice deixar perpetuar uma humanidade, feita de uma massa em maioria, que sequer consegue manter o mínimo de respeito. 

 

Considerações matutas

Nascer e viver no interior de um país nos dá raízes distintas das que têm o homem metropolitano. Nem melhores, nem piores, diferentes, apenas. O “Ser Caipira” é crédulo, é bondoso, sabe dar valor. E essas características, apesar dos deboches que as consagraram como motivo de piada, as transformando em estigmas, nunca serão motivo de vergonha.  Ao contrário, são fortalezas das quais se devem orgulhar aqueles que as nutrem. Existem nuances de cores e de sabores guardadas em algum pedaço de nós que somente se revela transpondo o olhar quando somos tomados por essa condição: um pulsar festivo, que traz consigo todas as respostas. 

 

Escolhas

Algumas pessoas se apaixonam por coisas, bens.  Outras por experiências, ambientes, profissões, dinheiro, poder. Tem, ainda, os que são apaixonados por si. Tem pessoas que se apaixonam por outras pessoas. E é preciso de muita coragem para traçar o limite, sempre tênue, de quantas dessas questões estão interligadas nesse despertar.  Mas seja o que for, jamais sinta vergonha de suas raízes. Elas são seus sustentáculos, mesmo que pareçam ser merecedoras de pouca admiração.

 

Evolução desperdiçadas

Estamos incoerentes nos critérios. Ora somos vítimas, ora algozes. Ficamos no papel de condenados e condenadores. E nessa seara de desafios estamos mais longe de reconhecer que não soubemos interpretar outro significado, outra palavra: respeito. Aplique a análise “SWOT” nessa ideologia e há de reconhecer a fraqueza e a ameaça dessa condição. Pensa-se que a distância do entendimento reside em mais uma junção de sílabas. Palavra conhecida, mas difícil de ser praticada: aceitação!

 

Resiliência

Às vezes é na hora do sim, outras em tempos de apologia ao não, nem sempre se embute nessa escolha a firme decisão pela aceitação. Nem sempre, recebe-se com agrado a artista que envelhece, os migrantes que seguem, a cor da pele, o amor que nunca existiu que a mentira revelou... Tolerar é, antes de tudo, aceitar! Eis a força e a oportunidade de transformação.

 

Contradição

Permanecemos anestesiados assistindo o horror como espetáculo e apontando dedos para dizer verdades incompletas esquecendo que somos parte de um todo e que essas pequenezes nos mutilam como sociedade, nos afastando mais da nossa chance de humanizar... O natural sempre foi uma resposta estratégica. Uma flor aceita a própria condição, não concorre com a outra no jardim, nem tão pouco inveja o pássaro que vem lhe visitar com sofreguidão. O verde e o azul convivem em harmonia desde os primórdios da criação. Diante desse pensar, fica inevitável apontar que a resposta para essa esquizofrenia que aumenta o nosso medo é: precisamos reconhecer a importância da falta de semelhança.

 

É o diferente que nos encanta. É quando lutamos pela troca do sós, por nós! 

Mas nem sempre há resistência no que parecia intransponível...

Abraços. Fabiana Silbor

 

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