Turismo

Cesareia, Haifa e Cafarnaum: registros bíblicos no mar de cultura em Israel

Cesareia foi construída por Herodes, o Grande, em 20 a.C

06/10/2019 06h00
Por: Redação
Em Haifa, jardins espetaculares se unem à cidade e ao mar - Foto: Gustavo Werneck/em/d.a press
Em Haifa, jardins espetaculares se unem à cidade e ao mar - Foto: Gustavo Werneck/em/d.a press

A viagem segue rumo cidades banhadas pelo Mediterrâneo – e é como se o viajante conhecesse cada vez mais sobre história sagrada, lugares descritos na Bíblia e, claro, fizesse descobertas sobre o legado dos césares – a região foi província do império romano. Em Cesareia Marítima, bom mesmo é se espalhar, com prazer, pelo anfiteatro, curtir o mar, ficar alguns momentos com os olhos fixos na linha do horizonte. Logo na entrada, há esculturas romanas em exposição ao ar livre, uma delas um pé gigantesco que pode ter sido de um monumento, claro, de grandes proporções.

Vamos à história? Cesareia foi construída por Herodes, o Grande, em 20 a.C. e tem esse nome em homenagem ao imperador César Augusto. Conforme os estudos, foi uma das mais espetaculares cidades da antiguidade, com todos os luxos que formavam a cultura greco-romana. Além do anfiteatro, havia um hipódromo e banhos quentes. O turista atento vai ver, à beira-mar, um arqueólogo sob uma barraca fazendo escavações para jogar mais luz sobre o passado de Israel.

Por 600 anos, Cesareia foi capital da província da Judeia e residência oficial dos governantes, incluindo Pôncio Pilatos, e palco da Revolta Judaica, em 66 a.C., contra os romanos, que terminou na destruição de Jerusalém. Muitos séculos depois, os cruzados a reconstruíram como cidade-fortaleza. Em Cesareia, comprei um livro ilustrado, em português, A vida diária nos tempos de Jesus, de Miriam Feinberg-Vamosh. Nesta viagem, misto de turista e peregrino, é fundamental consultar os mapas e ler mais sobre os lugares visitados. Mas não se esqueça, em Cesareia, de tirar muitas fotos perto do aqueduto.

 

Perto do céu - A próxima parada será Haifa (pronuncia-se Raifa), merecedora de muitas horas de contemplação, reza e conhecimento. Para quem pretende comprar escapulários, uma dica valiosa: só aqui eles são encontrados, mais exatamente no monastério carmelita Stella Maris (Estrela do Mar), no alto do Monte Carmelo. A igreja, centro mundial da ordem dos carmelitas, foi erguida sobre uma caverna associada aos profetas Elias e Eliseu. Fique com o celular a postos para registrar a escultura de Elias.

Importante lembrar que, do alto do Monte Carmelho, a paisagem se completa com o domo dourado do templo da fé Bahai. Nos jardins persas, fica o túmulo do Báb – A Porta ou o Precursor. A fé Bahai prega a unidade de Deus a fraternidade da humanidade. Ao longe, como moldura, a vastidão do mar.

Seguimos agora em direção a Acre, também uma cidade portuária dos tempos antigos. Com o calor, nada mais convidativo do que levantar a barra da calça e molhar os pés no mar – sempre vale lembrar que, em visita à Terra Santa, homens e mulheres devem usar roupas mais comportadas para entrar nas igrejas, sinagogas e outros lugares sagrados. O auge da cidade ocorreu na época das Cruzadas: em 1.104, foi estabelecido aí o Reino do Acre, comandado pelos Cavaleiros de São João.

 

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