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Vou me candidatar para ampliar o palanque político de Lula

Vou me candidatar para ampliar o palanque político de Lula

08/05/2022 às 04h00 Atualizada em 08/05/2022 às 08h59
Por: Redação
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Anderson Adauto - Foto: Divulgação
Anderson Adauto - Foto: Divulgação

Com vasta experiência, em especial na vida política - Ex-secretário da Indústria e Comércio, deputado estadual e federal, ministro dos Transportes, prefeito de Uberaba, dentre outros cargos - Anderson Adauto Pereira está voltando a politica após cerca de dez anos afastado de mandatos. Nas próximas eleições, Anderson Adauto pretende se candidatar a deputado federal para fortalecer o palanque de Luiz Inácio Lula da Silva - Lula - á Presidência da República. Confira.

 

JORNAL DE UBERABA - Quando e como o senhor decidiu optar pela pré-candidatura a deputado federal?

ANDERSON ADAUTO - Desde o mês de julho do ano passado, quando o presidente Lula recebeu de volta os direitos políticos. Tenho feito um trabalho, na medida que eu posso e com tempo que eu tenho, visitando a região para o presidente. Depois deslumbrei que seria importante o presidente Lula ter um palanque um pouco mais amplo em Minas, que não fosse o palanque do próprio Partido dos Trabalhadores. Então imaginei que o prefeito em Belo Horizonte, que tem uma imagem muito boa na região metropolitana mas não é ainda muito conhecido no interior, e nós poderíamos fazer essa composição e as coisas estão caminhando bem.  Fazendo esse trabalho e negando a possibilidade de ser candidato a federal, no dia 31 de dezembro, naquela noite que nós todos fazemos nossas promessas, que vamos emagrecer, vamos comer menos, que vamos dar mais atenção para os filhos e para nossa família. Nesse dia então eu tomo a decisão. E agora estou fazendo uma pesquisa, porque ninguém é candidato de si mesmo. Se a população de Uberaba avaliar que fui um bom prefeito e querer a minha volta, eu me coloco a disposição. Teve um momento em que a população optou pelo novo e nestas eleições ela pode querer aquele político que ela conhece e que sabe que tem serviços prestados, que é bom de serviço, que trabalha e se dedica. Se a população tiver está ideia da minha gestão, acredito que o voto para deputado virá naturalmente. Quando me coloco a disposição me dedico por inteiro e a minha gestão mostra isso.

 

JU - Qual foi o motivo de o senhor optar pela filiação ao PCdoB? 

Anderson - Acho que nestas eleições o eleitor vai dar clareza. Acredito que o que vai direcionar o voto vai ser para a  Presidência da República e na medida do possível ele fica nesta corrente toda. Então eu tinha de ficar em um partido que tivesse com toda clareza apoiando o presidente Lula. Eu tinha que optar por um dos partidos que fazem parte da federação e eu fui para o PC do B. Eu sei que poucos conhecem a história do PC do B. Ele é o único partido que completou 100 anos de existência, comemorado em março. No dia 25 de março de 1922 o partido foi fundado e a meta dele é ter pessoas que sejam fiéis representantes dos interesses do povo, do trabalhador e da Nação. Pessoas conscientes da situação do proletariado, do operário, do trabalhador. É um partido de caráter socialista, inspirado pelos valores da igualdade de direitos, de liberdade, de solidariedade e de uma moral e ética proletárias humanistas e democráticas. Então acho que é muito importante que as pessoas conheçam um pouco da história deste partido. Eu estou muito orgulhoso de estar no PC do B.

 

JU - Podemos falar sobre possíveis "dobradinhas"?

Anderson - Acho que as dobradinhas serão naturais com os candidatos que estiverem unidos com o presidente Lula, com o candidato ao Senado e a governador que nós vamos apoiar. Essas serão as dobradinhas preferenciais. Uberaba terá outros  candidatos que que não estarão com o presidente Lula, mas que o uberabense vai ver que eles representam também e vai cruzar voto. No decorrer do caminho dessa desses candidatos comigo tenho condições de estabelecer uma ligação com todo mundo, porque vai haver naturalmente esse voto cruzado. Vamos aguardar e ver quem serão efetivamente os candidatos para que a gente possa estabelecer as possíveis dobradinhas.

 

JU - Quais serão suas bandeiras?

Anderson -  Eu acho que está luta estava vencida, mas não está. Então a principal bandeira será exatamente a defesa do sistema democrático. Vai ficar evidenciado para o país que nós teremos duas candidaturas, dois polos, onde uma defende o fortalecimento do sistema democrático, que é o direito de ir e vir, a liberdade de expressão, essas coisas. E a outra candidatura que defende um sistema mais autoritário, que o presidente Bolsonaro representa muito bem com essas ameaças das Forças Armadas, com esses confrontos entre os poderes. Então eu creio que a principal bandeira é de qualquer político brasileiro deve ter nesta campanha e vir fechado com esse processo para fortalecer de forma definitiva o sistema democrático.

As outras bandeiras é fazer com que o país cresça novamente, que aja geração de riquezas, que diminuiu o desemprego, que o país saia novamente do mapa da fome como já saiu lá fora que a gente tem a melhoria dos serviços públicos, que são bandeiras gerais. Já as bandeiras locais que são importantes para a região, temos de lutar pela planta de ureia, amônia, pelo gasoduto; 

temos que resolver esse impasse com as concessionárias que receberam obrigação de cuidar das estradas e não estão cuidando. Temos algumas obras inacabadas na região que temos que trabalhar para que isso aconteça, temos a  consolidação das universidades criadas, dentre elas a UFTM, e os institutos federais de educação que também precisamos concluir a implantação. Temos SUS que é tão importante, deu resposta tão rápida e objetiva mostrou para o mundo que temos um bom sistema de saúde, mas  não temos que reforçar o SUS. Na economia nós temos que respeitar a autonomia da iniciativa privada, mas temos de trazer  o Estado com a sua força natural para ser condutor do crescimento e desenvolvimento para poder ajudar a fazer com que essa essa fase de estagnação de inflação que nós estamos vivendo hoje é nós possamos entrar no ciclo positivo, produtivo, com bandeiras e associações claras e  transparentes entre o Estado e a iniciativa privada em um grande esforço de geração de emprego. Também devemos preservar os direitos trabalhistas, aquilo que não foi bom vamos fazer com que melhore, para gerar mais emprego. Tirou-se direitos de trabalhadores e empregos no foram criados. Não vou dizer que tem que revogar a reforma trabalhista, mas que alguma alguma reforma vai ter que acontecer e algumas mudanças temos de operar, dentre elas o trabalho intermitente, além de resolver a situação dos trabalhadores de aplicativos, porque não podem continuar prestando esse serviço sem nenhum tipo de garantia.

 

JU - O senhor quer deixar uma mensagem para os leitores e internautas?

Anderson - Mensagem que eu deixo é que tem uma certa ojeriza e descrédito com a classe política, mas este país não tem conserto a não ser pela classe política. O que a população pode fazer é se interessar um pouco mais pela política para que escolha pessoas boas, porque em todas as áreas você tem um bom profissional e um ruim. Temos um bom pedreiro e  pedreiro picareta, profissional liberal bom e tem aquele meio diferente em todas as áreas . Assim acho que depende desse processo de escolha da gente.

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