Morro do Careca

Águas quentes de areia branca de Natal

O Parque das Dunas foi criado em 1977 para garantir a conservação ambiental de Natal

13/10/2019 06h00
Por: Redação
Praia de Ponta Negra, onde fica o famoso Morro do Careca. Ali, no passado, a duna era lugar de diversão de turistas e moradores - Foto: Carolina Lenoir/EM/DA Press
Praia de Ponta Negra, onde fica o famoso Morro do Careca. Ali, no passado, a duna era lugar de diversão de turistas e moradores - Foto: Carolina Lenoir/EM/DA Press

A capital do Rio Grande do Norte é provavelmente o único lugar do mundo em que é Feliz Natal de janeiro a janeiro. A cidade, fundada em 25 de dezembro de 1599 às margens do Rio Potengi (que significa água de camarão, em tupi), é conhecida, principalmente, por suas belezas naturais. Praias, dunas, lagoas, o maior cajueiro do mundo – localizado na região metropolitana. O que não faltam são atrações e quase sempre podem ser visitadas com céu azul, já que Natal é conhecida como “A cidade do Sol”. A praia mais conhecida e que concentra ótimos hotéis e restaurantes (inclusive o Natal Food Park, uma área que reúne vários food trucks) é Ponta Negra.

O nome é decorrente da existência de inúmeras pedras de coloração preta no oceano. É ali que se encontra o famoso Morro do Careca, duna que no passado era lugar de diversão de turistas e moradores, mas que desde o final da década de 1990 está fechado à visitação. O motivo é para a preservação da mata de restinga e também para a areia não descer e consequentemente a altura do morro diminuir.

Por falar em areia, o Parque das Dunas foi criado em 1977 para garantir a conservação ambiental de Natal, além de realizar pesquisas e estudos que beneficiem a biodiversidade da região. Com 1.172 hectares, o parque foi a primeira unidade de conservação criada no Rio Grande do Norte e tem reconhecimento da Unesco como uma parte importante da biosfera da mata atlântica.

Ir a Natal e não fazer um passeio de buggy é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não visitar o Cristo Redentor, como ressalta o guia Fagner Peixe. E um dos melhores lugares para se fazer isso é Jenipabu. “As pessoas podem escolher com ou sem emoção (risos). Mas além de contemplar as dunas, é possível tomar banho de mar, fazer atividades como skybunda (escorregar pela areia e cair em uma lagoa), tirolesa, e até andar de dromedário”, informa o guia. A diversão exige preparo, pois costuma durar quase o dia todo. Mas vale muito a pena.

Outro ponto turístico imperdível é o cajueiro de Pirangi, considerado o maior do mundo. É uma obra de arte da natureza que até hoje não encontrou explicação concreta para o motivo de ser tão grande. “Ainda não bateram o martelo definitivamente sobre esse crescimento exagerado. A nossa bióloga defende a tese de uma disfunção hormonal. A árvore tem aproximadamente 130 anos e continua crescendo. Hoje, o cajueiro ocupa área de 9 mil metros quadrados, maior que um campo de futebol”, explica o guia Alex Araújo.

O cajueiro cresce para os lados e já invadiu até a avenida lateral. Segundo o guia, há um sistema de manutenção e poda, mas o órgão responsável pelo espaço, o Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte) tem brigado para a ampliação da área onde se encontra o cajueiro. Em 1994, a árvore entrou para o Guiness Book, mas a fama veio mesmo um ano anos depois, quando a atriz e apresentadora Regina Casé esteve no local e entrevistou o guia mirim Tom do Cajueiro, então com 10 anos. “Foi ali que o cajueiro realmente ficou conhecido. Tom hoje está com 33 anos, formou-se em jornalismo e atualmente é secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Brotas (SP). Mas costuma vir a Natal, onde tem família”, informa Alex.

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