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Polícia Civil participa do 2º Assembleia Fiscaliza

Estudo técnico será apresentado, no próximo ano, para que concursos públicos sejam realizados

10/10/2019 06h00
Por: Redação
Sabatina com o chefe da PCMG, Wagner Pinto, durou cerca de duas horas - Foto: Divulgação/PCMG
Sabatina com o chefe da PCMG, Wagner Pinto, durou cerca de duas horas - Foto: Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prestou contas, nesta terça-feira (8), durante o “Assembleia Fiscaliza”, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A sabatina durou cerca de duas horas. 

O primeiro questionamento foi em relação ao efetivo da Instituição. O chefe da PCMG, delegado-geral Wagner Pinto de Souza, destacou o esforço do Governo de Minas, que tem atendido às demandas apresentadas pela PC. O efetivo atual gira em torno de dez mil servidores.

Segundo Wagner Pinto, um estudo técnico será apresentado, no próximo ano, para que concursos públicos sejam realizados. “Precisamos aumentar nosso efetivo, mas não podemos desconsiderar a atual crise financeira pela qual passa o Estado. Vamos pleitear, cientes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e o faremos de acordo com o estudo de vacâncias, em todas as carreiras”, explicou.

O delegado-geral afirmou que “o Governo do Estado está sensibilizado. Em 2019, foram nomeados aproximadamente 500 policiais: 76 delegados, 392 investigadores e 119 escrivães. Estamos buscando a nomeação de mais 140 escrivães e 87 delegados. Temos todo o interesse de reestruturar a PCMG em todas as carreiras”, destacou. 

O chefe da Polícia Civil apresentou, ainda, os resultados relacionados às diversas frentes de trabalho da instituição, e não somente às questões referentes às investigações. Em relação às operações policiais, ele enfatizou a qualidade dos trabalhos realizados.

“Priorizamos as investigações de indivíduos de alta periculosidade, envolvidos com o tráfico, os crimes organizados, os homicídios, os roubos, dentre outros”, pontuou. Ao todo, nos últimos quatro meses, foram realizadas 411 operações cirúrgicas, destacando a apreensão de quase três toneladas e meia de explosivos, artefatos que seriam usados para arrombar caixas eletrônicos”.

Antes da participação da Polícia Civil, foram apresentados os números da Polícia Militar (PMMG). O comandante geral da PMMG, coronel Giovanne Gomes da Silva, falou sobre a importância do trabalho integrado entre as Forças de Segurança.

“Temos trabalhado juntos, nos falamos durante o dia, a noite e a madrugada. Essa integração entre as Forças de Segurança está fazendo toda a diferença em Minas Gerais, possibilitando a apresentação desses números para que ofertemos, ao cidadão mineiro, um melhor ambiente para se viver”, frisou.

 

Projetos – Dentre os projetos apresentados, os principais são a implantação do plantão digital, o abastecimento do banco de perfis genéticos de DNA, a modernização da identificação humana para fins civis e criminais (Abis). O plantão digital tem como objetivo implantar o sistema de videoconferência na capital e em unidades policiais do interior para potencializar o atendimento das ocorrências de plantão de todo o estado. O projeto de Lei está em tramitação na ALMG.

O sistema Abis, que trata da modernização da identificação humana para fins civis e criminais, é prioridade da PCMG. O sistema servirá para identificação em larga escala, usando reconhecimento de impressões digitais, face e íris. Já o Banco de Perfis Genéticos visa aumentar o número de perfis genéticos de condenados cadastrados no Banco Nacional de Perfis Genéticos. O objetivo é auxiliar na apuração criminal e/ou na instrução processual, aumentando a taxa de resolução de crimes, diminuindo a sua reincidência e evitando a condenação injusta de pessoas. A meta é que 2,4 mil perfis estejam inseridos até o fim de 2019.

 

Violência contra mulheres – Um dos pontos mais destacados na sabatina foi a questão da violência contra as mulheres. O chefe da Polícia disse haver consciência da necessidade de expansão do número de delegacias especializadas, mas que a questão esbarra no cumprimento da LRF. “Apesar das dificuldades, o combate aos crimes contra mulheres, crianças e adolescente é uma política contundente, com acompanhamento nas redes sociais. As investigações são feitas em conjunto, entre o Departamento da Família e as Delegacias de Crimes Cibernéticos”, explicou.

 

Conclusão dos trabalhos – O Conselho Superior da Polícia Civil compareceu à sessão. O chefe da PCMG reconheceu o apoio que tem recebido por parte da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a parceria com outras Forças de Segurança. “Agradeço ao secretário Mário Araujo pelo apoio irrestrito, à Polícia Militar e aos Bombeiros Militares pela parceria em prol da segurança. Juntos, mudamos a filosofia de atuação, trabalhando integrados, cada um dentro das suas atribuições, mas com o mesmo objetivo”, concluiu.

 

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