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Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Cláudio HumbertoCláudio Humberto Rosa e Silva é um jornalista brasileiro, colunista e editor-chefe do Diário do Poder, responsável pela ascensão de Fernando Collor de Mello no cenário político nacional. Sua coluna é reproduzida em jornais de todo o Brasil.

10/10/2019 06h00
Por: Redação

“Tais operações em nada beneficiaram o Brasil”

Altineu Côrtes (PL-RJ), no relatório da CPI do BNDES que indiciará Lula e Dilma

 

Meirelles ‘atrapalhava’ e Mantega o queria fora 

O ex-ministro Antonio Palocci, homem de confiança de Lula, contou à Polícia Federal como Guido Mantega articulou, em 2009, a demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para que ele não atrapalhasse o esquema de venda de informações privilegiadas. Ele alegava que para “viabilizar” a campanha de Dilma, em 2010, precisaria de alguém no comando do BC “ajudando” o PT. Não conseguiu derrubar Meirelles, por isso, diz Palocci, ele ficou “muito aborrecido”.

 

Banco de sempre

Palocci conta que o substituto de Meirelles seria Luiz Gonzaga Belluzzo e o BTG, claro, o banco destinatário das informações privilegiadas.

 

Ordem de Lula

Lula deu a ordem, durante reunião com Mantega e José Carlos Bumlai, segundo Palocci. Tudo está no Anexo 9, item 2, da delação de Palocci.

 

Rapina adiada

Palocci diz que afinal convenceu Meirelles a se demitir, mas fez Lula suspender o esquema de informação privilegiada. Só iniciaria em 2011.

 

Banco amigo

O BTG é descrito como o banco “que possuía proximidade” com o PT e acertou o repasse ao partido de parte dos ganhos com as operações.

 

TRF-3 retoma caso que opõe Bolsonaro a Moro

O Tribunal Federal de São Paulo (TRF-3) retoma nesta quarta (9) a análise do caso que opõe Jair Bolsonaro a Sérgio Moro pelo controle de R$2,3 bilhões do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, obtidos na maior parte com multas do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a empresas, por formação de cartel. O governo precisa do dinheiro para equilibrar as contas, superávit fiscal. A turma do Fundo quer gastá-lo à vontade. A votação está 4x3 pró-governo.

 

Conflito de interesses

O desembargador Fábio Prieto, do TRF-3, acha isso um escândalo. Para o magistrado, “salta aos olhos” o conflito de interesses.

 

É inconstitucional

Prieto lembra que o MP pretende gerir bilhões obtidos em condenações resultantes das próprias iniciativas. Ele considera isso inconstitucional.

 

Cada vez aumenta mais

O valor do fundo aumenta a cada cano. Em 2010, eram R$30,9 milhões e em 2018 bateu em quase R$600 milhões (exatos R$596,5 milhões).

 

Fim da picaretagem

O governador do DF, Ibaneis Rocha, e Gustavo Rocha, secretário de Justiça, chamaram para uma conversa o presidente da Inframérica, Jorge Arruda. E ele prometeu que não permitiria mais, no aeroporto de Brasília, a venda picareta de assinaturas de revistas.

 

CPI da UNE já

A deputada Caroline De Toni (PSL-SC) quer CPI para investigar a UNE (União Nacional dos Estudantes). Segundo o TCU, chegam a 90% os gastos sem comprovação do dinheiro recebido do Ministério da Cultura.

PODER SEM PUDOR

ACM era dureza

Foi durante uma greve de motoristas de ônibus em Salvador, que o falecido senador baiano ACM apelidou de “Waldir Moleza”, que também chamaria depois de “Waldir Lerdeza”, o então governador da Bahia Waldir Pires. Chamado de “Toninho Ternura” ou “Toninho Malvadeza”, dependendo dos fatos políticos, ACM viveu dias de glória naquela greve, com o povo revoltado gritando nas ruas: “Chega de Moleza, queremos Malvadeza!”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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