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Marcos Moreno

Marcos Moreno

Marcos MorenoSou Marcos Moreno, comunicador com vários anos dedicados ao trabalho de colunista e assessor de imprensa. Há alguns anos com trabalho na mídia impressa e eletrônica voltado para os animais, notadamente pets.

11/10/2019 06h00Atualizado há 7 dias
Por: Redação

 

Pets em números

Levantamentos recentes no Brasil concluiu que os pets têm ganhando cada vez mais espaço nos lares. De acordo com a multinacional de painéis de consumo Kantar, 56,6% das famílias brasileiras têm pets, sendo 47,7% cães e 20,1% gatos. Além disso, os filhotes têm ganhado relevância dentro dos lares no último ano.

Com esse aumento da população, amplia-se também o consumo de produtos voltados para eles. Nos últimos 12 meses, terminados em junho, a categoria teve resultado positivo de 18,9% em volume, 24,7% em valor e 5,4% em ticket médio a cada ida do ponto de venda.

No Brasil, uma média de 2,8% do orçamento familiar vai para cuidados com pets. Neste universo, quase 70% dos gastos vai para alimentação com média anual de R$270,15. Depois, consultas, vacinas e outras despesas veterinárias equivalem a 13,7% do orçamento do pet. Em seguida, acessórios e artigos de higiene abocanham 12,7% da verba. E, por último, a importância em gastos fica com compra de animais domésticos com 3,7%.

Com a imensa importância que os animais de estimação têm nos lares, a alimentação deles faz parte da preocupação da família quando o assunto é equilibrar o orçamento. “Com a redução do consumo devido à instabilidade econômica nos últimos anos, o brasileiro tem feito escolhas antes de encher o carrinho e, neste cenário, algumas categorias perdem espaço enquanto outras ganham penetração. Neste movimento, alimentos para cães e gatos estão entre os produtos que registraram aumento de lares compradores,”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Insights da Kantar.

 

Gatos

As famílias de gatos aumentaram no último ano, especialmente as que possuem dois. Dos lares que abrigam estes animais, 60% têm apenas um, 23% possuem dois gatos e 17% têm três ou mais.

 

 Ração e alimento caseiro

Contudo, 38,9% dos lares mixam ração e alimento caseiro.

Deste total, 25% dos donos dividem a própria comida com os pets. Em relação as classes sociais, 61,9% dos grupos AB priorizam apenas ração, enquanto apenas 34,3% das classes DE fazem o mesmo.

 

Cães

Quando se trata da alimentação de cães, o levantamento da Kantar também aponta um aumento no mix de alimentação caseira e ração. Esta combinação está presente em 48,7% dos lares que têm cachorro, enquanto 35,6% usam apenas ração e 15,7% apenas alimentos caseiros. Estes números variam quando analisadas as classes sociais. Nos lares de classe social AB, 46% utilizam apenas ração, enquanto esta taxa cai para 23% entre as classes DE.

 

A grande aventura de Mike

Jogado no lixo para encontrar a morte, Mike, um pequeno e alegre vira-latas, descobriu o amor. Adotado pela Companhia da Polícia Militar de Penha, o filhote ganhou uma cama, ração à vontade, e os cuidados que lhe haviam sido negados logo que nasceu. Agora (muito bem) protegido, ele deve ser a estrela de uma campanha de conscientização contra maus-tratos e o abandono de animais.

O comandante da Companhia, tenente Bruno Monteiro, diz que a PM já estava em busca de um mascote quando Mike apareceu, há um mês. Uma voluntária que atua no atendimento de animais abandonados o encontrou no lixo, e sugeriu que ele fosse adotado.

– Estávamos em busca de um mascote porque estamos trabalhando por uma política pública para os animais abandonados. Nos apresentaram a história do Mike e o levaram à companhia. Foi amor à primeira vista – diz.

Simpático e brincalhão, Mike não demorou a conquistar novos amigos no quartel. E fora dele também. A história do cãozinho, divulgada nas redes sociais, comoveu muita gente. Tanto, que já tem até empresa voluntária para pagar os custos de manutenção do filhote, que no início saíam do bolso dos policiais.

 

 

Na sala do comandante

Mike tem acesso a todos os espaços da companhia da PM. A caminha fica na sala do comandante, mas ele também tira suas sonecas na sala de expediente. Não se incomoda nem com os momentos em que é chamado para posar para as fotos que fazem sucesso na internet. Um modelo (quase) profissional.

 

Trabalho lúdico

O mascote acabou de terminar o ciclo de vacinas, e logo deve ser castrado. Tenente Monteiro está avaliando para que tipo de atividades Mike será escalado. A ideia é que ajude nos programas de conscientização.

– Hoje a Polícia Militar recebe uma ligação de maus-tratos, vai ao local, faz um Termo Circunstanciado, e tem que deixar o animal lá porque não tem para onde levar. Estamos nos movimentando, com a prefeitura, para mudar isso – explica o comandante.

Monteiro diz que as atividades com Mike serão lúdicas. Ele já sabe que, para trabalhos de cão policial, Mike não tem lá muito talento:

– É brincalhão demais.

Para os policiais, a chegada do filhote representou um sopro de suavidade e leveza em uma rotina pesada. Para Mike, a chance de um recomeço. Algo que a companhia traduziu em um texto cheio de amor, publicado para anunciar sua chegada: “Adotar é um ato de amor. Uma vida precisou de ajuda. Nós o acolhemos. E cuidaremos dele e o protegeremos até o fim de seus dias”.

 

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