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Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Cláudio HumbertoCláudio Humberto Rosa e Silva é um jornalista brasileiro, colunista e editor-chefe do Diário do Poder, responsável pela ascensão de Fernando Collor de Mello no cenário político nacional. Sua coluna é reproduzida em jornais de todo o Brasil.

16/10/2019 06h00
Por: Redação

“Exemplo de dedicação ao próximo”

Ministro Augusto Heleno sobre a Irmã Dulce, canonizada Santa Dulce dos Pobres

 

Delação de Palocci enrola até italiana Parmalat

O ex-ministro Antonio Palocci revelou relações promíscuas da cúpula do PT até com empresas de lacticínios, em seu depoimento à Polícia Federal. Ele contou haver recebido propina de R$100 mil para interferir junto ao então presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão Pinto, atual executivo do Banco Safra (citado 68 vezes na delação de Palocci), para liberar uma linha de crédito à Parmalat, mesmo a operação sendo prejudicial ou “desfavorável” ao BB.

 

Ascendência

Palocci relatou à PF que tinha “ascendência forte” sobre Rossano Maranhão porque o havia nomeado para presidir o Banco do Brasil.

 

Triangulação

O ex-ministro foi procurado pelo dono do fundo Latin America Equity Partners (Laep) Investments, Marcos Elias, que comprou a Parmalat.

 

Provas documentais

Para comprovar o que delatou, Palocci entregou o contrato com o Laep, notas, extrato e o procedimento de liberação de crédito do BB.

 

Boca de siri no Safra

A coluna enviou perguntas a Rossano Maranhão Pinto e ao Banco Safra para comentarem as denúncias. Mas não as responderam.

 

CPI de Caiado afugenta investidores de Goiás

Uma CPI criada por ordem do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), para investigar a concessão de incentivos fiscais, está levando pânico a investidores. Vários deles chamam a CPI na Assembleia de “caça às bruxas” e têm procurado governos de Estados vizinhos à procura de facilidades semelhantes àquelas que os atraíram a Goiás, em administrações anteriores, para transferir negócios e indústrias.

 

Caça a investidores

Empresários do Tocantins e Distrito Federal têm sido convidados a participar da transferência de indústrias na condição de investidores.

 

Propina por incentivos

A CPI investiga pagamento de propina a integrantes de governos anteriores ao de Caiado, em troca de incentivos fiscais bilionários.

 

Alvo é Perilllo

O maior alvo de Caiado, com a CPI, é o ex-governador tucano Marconi Perillo, que ele tem como maior ameaça à sua reeleição.

 

Insanidade em marcha

O Congresso discute se fecha a Justiça do Trabalho, mas, apesar da redução de 60% no número de ações trabalhistas, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Bahia quer comprar o Complexo 2 de Julho, com três torres de 20 andares cada uma por R$240 milhões. Nossos.

 

Há coisas mais relevantes

Concentrando-se na briga pessoal com o PSL, Bolsonaro não pôde celebrar os dados do IBGE indicando que a construção civil cresceu 2% entre abril e junho, e já gera um em cada cinco empregos no País.

PODER SEM PUDOR

Cheiro de povo

Ao chegar a Belo Horizonte (MG) na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadro recusou as ofertas de hospedagem, inclusive a do aliado Magalhães Pinto. Preferiu um hotel, “para evitar ciúmes e intimidades”.

Para garantir a privacidade do candidato, Magalhães conseguiu que a Polícia Militar isolasse o hotel, mas ao deixar o prédio para ir ao comício, Jânio ficou revoltado com o aparato. Desabafou com Magalhães: “É por isso que a UDN de vocês não ganha eleição. Eu quero meu povo!” Seguiu para o comício nos braços dos eleitores. Magalhães foi a pé.

 

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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