Gênero

Setor sucroenergético de Minas Gerais quer aumentar número de mulheres na produção

Foi assinada esta semana a Declaração dos Princípios do Empoderamento das Mulheres da Organização das Nações Unidas (ONU)

02/11/2019 06h00
Por: Redação

 O setor sucroenergético de Minas Gerais deu um passo à frente para maior inclusão de mulheres e implementação de políticas de igualdade com os homens nas empresas. O grupo Coruripe (com quatro unidades no estado), Delta Sucroenergia (com três unidades), Agropéu, Bioenergética Aroreira, Jatiboca, Bioenergética Vale do Paracatu (Bevap), Adecoagro (uma unidade no estado) assinaram esta semana a Declaração dos Princípios do Empoderamento das Mulheres da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Conferência Internacional Datagro, no dia 29 (terça-feira).

A adesão à declaração é uma forma de apoiar o movimento de maior inserção e igualdade entre mulheres e homens no setor e uma das mais importantes iniciativas, diante do baixo percentual de trabalhadoras, uma média de 9,1%”, afirma o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamg), Mário Campos. Ele cita que isso tende a mudar, pois várias iniciativas já vêm ocorrendo neste sentido como os esforços do Grupo Coruripe e Bevap.

De acordo com Mário Lorencatto, da Coruripe, desde que assumiu o grupo em janeiro do ano passado tomou a iniciativa de aumentar a diversidade feminina ou como diz “aproveitar mais o talento das mulheres na empresa”. Segundo ele, tem investido em capacitação a fim de que elas possam ter um progresso em sua carreira, além de dar preferência à contratação feminina.

“Queremos ter mais mulheres tanto na área operacional quanto na gestão do negócio. É um desafio que temos que alcançar”, afirmou.  A empresa já conta com iniciativas como a “Semana da Mulher”, quando as colaboradoras assumem as diretorias, e políticas de melhoria do ambiente de trabalho facilitando a incorporação das mulheres. “Estamos trabalhando neste caminho, porque isso é o correto e o melhor para o negócio”, ressalta Lorencatto.

O CEO da Bioenergética Vale do Paracatu (Bevap), Gabriel Sustaita, ressalta que a adesão à declaração foi uma forma de formalizar o que a empresa já vem fazendo de empoderamento feminino, que já resultou num índice de 19% de mulheres na empresa, mais do que o dobro do apurado no setor. “Nossos melhores motoristas de cana são mulheres, idem para as plantadoras e líderes agrícolas”, afirma.

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