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Arahilda Gomes Alves

Cadeira 33 ALTM; membro Academia Poetas Portugueses e Academia Letras e Artes Portugal

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03/11/2019 06h00
Por: Redação

Todos os santos (do pau oco)

Puros são todos eles trazendo auréola dignificando o título. A data do primeiro dia de novembro pode reunir os homenageados de outubro, sem pestanejar colocando na primeira fila dos bons, poetas, escritores, mestres, médicos e associa aos primeiros aqui lembrados, os bons livros, oráculos inexpugnáveis do saber. Ouve-se um coro de vozes na apologia de um mundo melhor. Um fazer saudável, comunitário e solidário. Deixam ecos que se eternizam, porque, o homem praticando tais qualidades, faz do seu instrumento vivencial a magia desafiadora no perfilar das “cordas do coração.” Esse amoldar tão necessário ampliando valores na busca da sensibilidade. 

A vida é orquestrada de acordo com a evolução arrebatando o homem para o bem ou para o mal. Atinge a natureza, sempre dadivosa, mas, também, sofrendo nas mãos dos incautos, peregrinos de emoções, ora campeando por um coração deserto e petrificado, quais corcéis afoitos saltando rios, vales e florestas. Nessa peregrinação, arquiteta o presente edificando o passado.

Busca-se os santos das causas impossíveis: Santa Rita de Cássia e São Judas Tadeu. Mas eles têm feito ouvidos moucos aos que labutam na seara do poder. Cada vez que abrimos os jornais ou que ligamos a TV, surpreendemo-nos com as atitudes desses legisladores de causa própria. Não há um só dia que não nos estarreçamos com o passado da quase maioria dessa gente governante desviando a bússola para o céu na falsa busca de aparato divino. A moralidade, a ética, os “sacrifícios” de tirarem as mãos dos bolsos, fazerem genuflexão e espalhar benesses, não rezam na cartilha de quase nenhum deles, espertos “santos do pau oco”, onde a pátria amplificada, segundo cantou Rui Barbosa, encolheu-se em arrastão. Uma pátria, pisoteada, a bandeira rasgada, onde “ratos” desfrutam o melhor pedaço das cores vivas do verde das matas, do amarelo do nosso ouro em terras férteis, do azul de um céu estrelado e sem catástrofes. Tudo rodopia em círculo vicioso fazendo do branco uma paz rimando com “aqui, jaz”! 

Coreografia que na dança dos zéfiros, não há como serenar a ambição dos que fazem da força do poder, o poder da força.

Quantos decretos inviabilizados rasgando nossa Carta magna abrindo crateras em valas rasantes, o sonho do trabalhador e de idealistas, visionários do bem enterrando sonhos. A Educação pede passagem em meio aos empurrões. Até a grade curricular fora alterada de matérias auxiliares de uma formação de corpo são em mente sã.

Desfizeram, do nosso dinheirinho em crise, a efígie do nosso Villa Lobos, que sabia cantar em coro as belezas de um Brasil gigante desfraldando nossa bandeira e provocando patriotismo quando hasteada em terras estrangeiras!

Que os santos de um primeiro de novembro façam tremular esse símbolo da pátria, não em atitudes assustadoras, mas desembaraçadas dos maus “costureiros” da nação!

 

 

Arahilda Gomes Alves - Cadeira 33 ALTM; membro Academia Poetas Portugueses e Academia Letras e Artes Portugal; cônsul Poetas Del Mundo; Academia Internacional do Brasil; diretora cofundadora Fórum Articulistas de Uberaba e Região. Partícipe Rede Sem Fronteiras; sócia Poemas à Flor da Pele. Escreve crônicas no JU desde 1993.

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