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Fernando Cunha

Atua como locutor, repórter e apresentador de rádio e TV

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08/11/2019 06h00
Por: Redação

Como implantar uma política de comunicação corporativa

É fato que em pleno século XXI, muitas empresas ainda não sabem o que é comunicação corporativa e, as que sabem, não empenham esforços necessários para a implantação de instrumentos e de uma política clara de comunicação, principalmente as de pequeno e médio porte. Por outro lado, muitas empresas de grande porte, por mais que possuam os instrumentos e uma política de comunicação bem definida, parecem ter dificuldades em estabelecer de maneira efetiva quem são os atores deste processo. Em muitos casos, as médias lideranças, como supervisores, gerentes e chefes de equipes, que são os responsáveis pela comunicação direta com os demais colaboradores, ficam sem saber o que comunicar, como comunicar e quem seria realmente responsável pelo processo. Então, diante dessa espécie de “vácuo comunicativo”, não se comunicam para não chamarem para si essa responsabilidade.

Já em outras empresas e instituições existem todas as ferramentas e os atores do processo, porém não existe uma política de comunicação transparente e as informações são ineficazmente mantidas em segredo. Inocentemente, a alta gestão acredita que os colaboradores dos mais baixos níveis hierárquicos não saberão das coisas. Em períodos de acordos coletivos anuais de salários e benefícios, por exemplo, os funcionários ficam a par das informações através dos representantes de seus sindicatos. Os líderes não fornecem informações aos subordinados, pois a empresa não permite que eles o façam, mas o “jornalzinho” do sindicato já está circulando há muito tempo, o que os coloca numa “saia justa”.

O desempenho das médias lideranças nesse quesito fica comprometido em empresas que ainda não estabeleceram claramente uma cultura de comunicação, pois não existe uma definição exata das regras que as orientarão quando da necessidade de transmitir informações consideradas “delicadas” aos liderados e demais públicos estratégicos. Diante disso, cabe ao alto comando da empresa ou instituição aplicar cinco ações simples para a consolidação desta cultura de comunicação, o que pode representar um passo inicial no processo de implementação ou fortalecimento de uma política de comunicação consistente. Estas cinco ações são apontadas no e-book de minha autoria intitulado Fórmula da Comunicação Eficaz, o qual pode ser solicitado gratuitamente pelo e-mail [email protected] 

A primeira delas é ABRIR-SE para a cultura da “boa comunicação” interna. Primeiramente, o alto comando deve querer que isso aconteça e entender que esta atitude é importante para o processo de desenvolvimento da empresa ou instituição junto aos seus públicos diversos. A comunicação deve ser entendida como algo de extremo valor.

O segundo passo é CRIAR e estabelecer regras de comunicação, as quais devem ser bastantes claras para que as lideranças saibam ao certo “o que” comunicar, “quando” comunicar e “como” comunicar. Quando as regras de comunicação não são claras há o enorme risco de a cultura de comunicação se tornar inimiga, ao invés de aliada.

Depois, torna-se necessário DEFINIR os atores do processo de comunicação. Ou seja, a empresa ou instituição deve apontar de quem será a responsabilidade pela comunicação nos seus diversos níveis. Do alto comando, como CEO’S e diretores, passando pelos gerentes, supervisores, até os chefes de equipes, deve haver uma delegação de responsabilidades pela transmissão eficaz das informações.

Outra ação importante é ESCOLHER as ferramentas e canais que serão utilizados em todo o processo de comunicação. De acordo com os diferentes públicos e das mensagens que serão destinadas a eles, deve haver uma definição estratégica de quais meios de comunicação serão mais assertivos e eficazes.

 

 Fernando Cunha – Graduado em Comunicação Social e pós-graduado em Gestão de Comunicação e Marketing. Há quase 30 anos atua como locutor, repórter e apresentador de rádio e TV. Atualmente é apresentador e repórter da Fundação Rádio e TV Universitária de Uberlândia (RTU), colunista de Comunicação Eficaz no jornal Diário de Uberlândia e na Rádio América (AM 580) e palestrante profissional.

 

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