Aedes aegypti

Saúde discute trabalho integrado para combater as arboviroses no ciclo 2019/2020

O primeiro LIRAa de 2019 apontou o índice de infestação do município em 4,26%

09/11/2019 06h00Atualizado há 6 dias
Por: Redação

Em reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus realizada ontem, a Secretaria de Saúde, por meio do Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias apresentou dados do trabalho realizado em 2019 e os desafios para 2020. O objetivo é que as secretarias participantes desenvolvam propostas de como mobilizar a população dentro das suas competências para o ciclo 2019/2020.

Entre os dados abordados, estão os resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) realizado em outubro, que apontou que 2,5% dos imóveis encontram-se infestados pelo Aedes aegypti e a mudança no perfil dos tipos de criadouros encontrados em relação ao levantamento realizado em janeiro deste ano.

O primeiro LIRAa de 2019 apontou o índice de infestação do município em 4,26%, sendo que os criadouros predominantes, encontrados nos domicílios era lixo e resíduos sólidos (27,90%), seguido de depósitos móveis (23,64%), como vasos e pratos de plantas, bebedouros de animais, entre outros. Já no LIRAa de outubro, os principais criadouros foram os depósitos móveis (31,86%), seguido dos depósitos fixos (30,88%), como calha, laje, ralos, vasos sanitários em desuso, etc. Segundo a chefe do Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias, Lara Rocha Batista, o trabalho do Mutirão de Limpeza 2019, realizado no primeiro semestre do ano foi responsável pela mudança, mas ressaltou que mais uma vez que a maioria dos focos foi localizada dentro das residências.  Durante o Mutirão, foram recolhidas 61 toneladas de materiais inservíveis, excluindo eletrônicos e pneus.

O secretário de Saúde, Iraci de Souza Neto, destacou a importância destes dados, principalmente os de outubro, quando inicia o novo ciclo de combate e planejamento de todas as ações e atividades de prevenção e combate às arboviroses. “Saímos dessa reunião com as diversas secretarias, em que cada uma tem as suas respectivas competências de integrar essas atividades, fortalecer essas ações e já com alguns encaminhamentos para duas próximas reuniões durante o ciclo, porém não menos importantes em virtude do ciclo em andamento”, relata Iraci.

 

Desafios – Durante a reunião foram discutidos pontos críticos que precisam ser trabalhados tanto dentro da Secretaria de Saúde, quanto junto às demais secretarias e parceiros no desenvolvimento das ações, como o descarte de materiais eletrônicos, entulhos jogados em terrenos, acumuladores, imóveis fechados, ecopontos, legislação municipal e parcerias (escolas, associações de bairros, comunidades religiosas, empresas privadas).

Iraci ressalta que os preparativos também levam em conta uma expectativa para o próximo ano de possíveis epidemias ou surtos endêmicos em relação às outras arboviroses transmitidas pelo Aedes, como Chikungunya e Zika. “Estamos nos preparando dentro do Departamento de Zoonoses, sempre focado na integralidade do combate, possivelmente de controle químico, ambiental, e também das ações sociais. Daqui vão sair encaminhamentos de cada secretaria, com a participação da Superintendência Regional, que tem um papel importante não só no município como na região, mas principalmente uma situação de mobilização de toda a sociedade, que é sempre o segundo eixo mais importante dessas ações”, enfatiza.

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