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Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Cláudio HumbertoCláudio Humberto Rosa e Silva é um jornalista brasileiro, colunista e editor-chefe do Diário do Poder, responsável pela ascensão de Fernando Collor de Mello no cenário político nacional. Sua coluna é reproduzida em jornais de todo o Brasil.

17/11/2019 06h00
Por: Redação

“Seguirei pessoalmente empenhado em reerguer nossa economia”

Presidente Jair Bolsonaro em fala durante a sessão plenária da cúpula do BRICS

 

Empresa pediu R$300 mil por apontar navio grego 

Fonte do Ministério do Meio Ambiente confirmou à coluna que o Ibama se negou a pagar R$300 mil cobrados pela Hex, empresa brasiliense de tecnologia geoespacial, em troca da “descoberta” de que um navio grego seria o responsável pelo despejo do petróleo venezuelano no oceano Atlântico. Desde o início, os técnicos do Ibama receberam com reservas o laudo da Hex apontando o navio Bouboulina como origem da poluição. Procurada, a empresa não respondeu aos questionamentos da coluna.

 

Faltou confirmação

A posição do Ibama acabou fortalecida, no governo, pelo fato de as investigações não conseguirem confirmar os estudos da Hex.

 

Inpe caiu fora

Também procurado, o Inpe se recusou a referendar as conclusões da empresa brasiliense, preferindo se utilizar do próprio acesso a satélites.

 

PF acatou conclusões

O laudo culpando o navio Bouboulina foi acatado pela Polícia Federal, que, aliás, não tem expertise em investigações de crimes do gênero.

 

Laudos desmentem

Vários outros laudos de rastreamento, no Brasil e Estados Unidos, também concluíram que o navio grego não foi a origem do óleo.

 

Brasil cancelou praxe no Brics para barrar Maduro

As questões envolvendo a Venezuela não foram tema, durante a 11ª Cúpula do Brics, em Brasília, mas a ditadura de Nicolás Maduro atrapalhou um pouco o evento. É que o Brasil decidiu não convidar presidentes de países vizinhos, como reza a praxe, para participarem de confraternização com líderes mundiais como o chinês Xi Jinping e o russo Vladimir Putin, além do anfitrião Jair Bolsonaro, presentes no Brics. Tudo para o Brasil não ter de convidar também o ditador Nicolás Maduro.

 

Pau mandado

Por razões geopolíticas, Rússia e China apoiam Maduro. Apenas porque o ditador venezuelano lhes faz a gentileza de hostilizar os EUA.

 

Recados indiretos

O antiamericanismo da ditadura Maduro serve ao propósito de Putin e Jinping de mandarem recados e fazerem advertências à Casa Branca.

 

Provocação

Em dezembro de 2018, por exemplo, Putin mandou a Caracas dois caças supersônicos TU-160, só para exibir bíceps a Donald Trump.

 

Corrupção vai aumentar

Levantamento nacional do Paraná Pesquisas mostra a gravidade da decisão política do STF para soltar Lula. Para 61,4% dos brasileiros, a impunidade assegurada pelos ministros fará a corrupção aumentar.

 

Dinheiro na veia

Presidente da petroleira russa Rosneft, Igor Sechin, amigo de Vladimir Putin, hospedou-se no Meliá, em Brasília, e apreciou vinhos de R$8 mil de bandeirada. Ele pode: seu salário é estimado em US$20 milhões.

PODER SEM PUDOR

Raposas mineiras

Uma roda especulava sobre a iminente escolha do interventor de Minas Gerais, em 1934, quando Benedito Valadares mencionou a possibilidade de José Maria Alkmin vir a ser o escolhido. Ele fingiu estupefação: “Você está ficando louco, Benedito?!...” Poucos dias depois, Getúlio Vargas anunciaria a escolha de Valadares, que logo receberia um primeiro telegrama de cumprimentos: “Parabéns pela nomeação. Retiro a expressão. Ass., Zé Maria.” Tratava-se de “Zé Maria” Alkmin, que ganhou o cargo de secretário do Interior.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

 

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