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Paulo César de Oliveira

Jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil e jornal TudoBH

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19/11/2019 06h00
Por: Redação

O partido de Bolsonaro 

Em breve, muito breve, teremos mais um partido nas eleições brasileiras. Já são trinta e dois em condições de lançar candidatos. O trinta e três será o Aliança pelo Brasil, que o presidente Bolsonaro está criando depois de desavenças com o PSL, legenda pela qual disputou as últimas eleições. Ou alguém em sua santa ingenuidade acha que o presidente da República terá alguma dificuldade, mesmo no Tribunal Superior Eleitoral para criar a legenda que vai abrigá-lo. Hoje tramitam no TSE aproximadamente 75 processos de formação de partidos político, entre eles o Partido Nacional Corinthiano.

Em média uma decisão sobre formação ou não de partidos demora três anos e meio mas não será o prazo do Aliança pelo Brasil. Vai “furar fila”, podem apostar. Quinhentas mil assinaturas exigidas pela lei serão coletadas com facilidade. Basta um mutirão de igrejas evangélicas para se conseguir o número necessário. E Bolsonaro terá então um partido só seu- dividido com os filhos, claro. Será a sua nona legenda em vinte e oito anos de vida política. A questão é saber para que servirá o Aliança pelo Brasil pós Bolsonaro. Certo que servirá para que ele tente a reeleição. Mas, e depois? Um partido político, numa democracia representativa são figuras de representação ideológica, de vontade política. Não parece ser este o objetivo do presidente ao anunciar o seu, e de seus filhos, novo partido. A nova legenda nasce, ao que parece, como resultado de desentendimento por disputa de poder dentro do PSL.

Pior, a origem da confusão envolvendo o grupo do presidente Bolsonaro, estaria na gestão do milionário fundo partidário, dinheiro que, em todos, entre de graça e sai sem um controle efetivo. Ninguém, de um lado ou de outro da dissidência, está preocupado com questões ideológicas. Estas são pouco ou nada importantes na discussão político-partidária. O que vale na política é ter o mando. É impor e dispor candidaturas, é manobrar os recursos públicos entregues aos dirigentes partidários para, supostamente, manter a legenda e financiar candidaturas e atividades partidárias. É apenas para isto que se criam os partidos, embora alguns possam até parecer diferentes.

 

Paulo César de Oliveira - Jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil e jornal TudoBH

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