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Cidade

Terceiro setor se abre com o prefeito Piau

Entidades fizeram algumas ponderações e reivindicações

03/12/2019 06h00
Por: Redação

 

Maria das Graças Salvador

O prefeito Paulo Piau e seu secretariado ouviu ontem o terceiro setor, dentro do projeto Diálogo Institucional, na Casa do Adolescente Guadalupe. Através deste projeto, o prefeito e secretários ouvem as instituições e entidades representativas de classe e mostra as qualidades e deficiências do município, buscando uma solução. “Através do projeto, mostramos que Uberaba é uma cidade boa, acima da média das cidades brasileiras, com qualidade de vida e em vivência. Ouvimos as próprias instituições e buscamos soluções”, afirma o prefeito Paulo Piau. 

 Foi o que aconteceu nesta segunda-feira (2), quando as entidades ligadas ao terceiro setor fizeram algumas ponderações e reivindicações. Algumas entidades falaram que foi um ano perfeito e que tiveram todas as reivindicações atendidas, enquanto outras falaram que foi um ano árduo e sofrido, com as entidades funcionando com a contrapartida de pessoas e da prefeitura, já que todas elas dependem o dinheiro da prefeitura. 

A presidente da Organização dos Amigos Solidários à Infância e à Saúde (Oasis) Vera Santos lembrou que a instituição teve de realizar neste ano eventos o ano todo, porque atende 147 crianças com câncer e suas famílias. E sua posição levantou um amplo debate. Ele pediu uma ajuda para o município em relação a doações, já que as instituições não podem receber doações diretamente de pessoas físicas e jurídicas, tendo de passar primeiro por fundo do conselho. “Entretanto, muitas empresas querem fazer a doação direta e são impedidas. A Cemig ia fazer doação grande para a Oasis, , mas quando ficaram sabendo que iria para o fundo desistiram de mandar para a Oasis e doaram para uma instituição em Betim”, disse Vera Santos.

Representantes de outras entidades reforçaram o mesmo problema informando que receberiam doações, que acabaram indo para o Hospital do Câncer em Barretos, instituições de Uberlândia, Araxá, Patos de Minas, São Paulo, Brasília e outros lugares do país. A presidente da Oasis lembrou que caindo no fundo o dinheiro é rateado entre as diversas instituições e acabar recebendo bem aquém do valor prometido.

“Isso não pode acontecer, as empresas têm de ter liberdade para fazer a doação para quem quer doar. Não se pode criara regras que prejudicam as entidades. O Conselho tem de deliberar e mudar a regra, porque Uberaba está ficando para trás. Vamos resolver esta situação”, afirmou o prefeito. 

Outra questão levantada foi em relação à cobrança de tantas taxas das instituições filantrópicas. “A burocracia que emperra as coisas. Vamos estudar e isentar as instituições de algumas taxas, buscar isenções. As coisas têm de ter funcionalidade, dar celeridade”, diz Piau, solicitando ao secretário da Fazenda, Wellington Fontes, para estudar quais taxas que entidades pagam e verificar o que pode ser feito. Fontes lembrou que as taxas são pagas mediante uma contraprestação do serviço, e que tem de olhar caso a caso, porque são muitas, diversificadas e complexo.

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