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Julio Franco

Professor universitário, analista econômico e financeiro, escritor

Reflexões

ReflexõesArtigos diários

04/12/2019 06h00
Por: Redação

A boa vida dos brasileiros, uma política 1.0, uma economia 2.3, tudo com muita forma e repleta de coisas boas a comentarmos... vamos lá, mais uma obra a ser explorada

Em todos os contatos que possuo, seja no Brasil com brasileiros e estrangeiros, ou lá fora com estrangeiros e brasileiros que buscam oportunidades; a resposta é quase unânime... o Brasil é ótimo, um excelente lugar, mas, a política velha, agora travestida de nova em alguns estados e cidades, não deixa de mostrar as suas garras.  Temos sim, de fato um marco histórico, algo a se comemorar, um bolsonarismo, que aos trancos e barrancos, não tem nenhum indício de corrupção, não tem nenhuma mácula sobre si. E olha que uma emissora chinfrim e outros veículos, teimam em querer chancelar alguma falha e/ou problema; mas, sempre infundados argumentos.

Por certo, isto oferece uma mínima tranquilidade aos investidores estrangeiros, que sempre olharam para o ambiente de negócios do Brasil, com uma relativa suspeita de ingressar, ou incrementar os seus investimentos no Brasil. Tudo isto, exposto ao gigantesco fato de que fomos sim, furtados pelos políticos que hoje habitam em de “gaiolas”, a propósito, tem um que conseguiu sair, mesmo assim, está por voltar.... é uma questão de tempo. Pois, lugar de corrupto, de pessoa que diretamente, retira dinheiro que poderia ser utilizado na saúde, na educação, nos transportes, na segurança e tantas outras áreas importantes, merecem e devem pagar pelos seus crimes de colarinhos brancos sujos.

Na vida do brasileiro, o acontecimento da Lava a Jato, é ótimo. Embora, tenha causado inúmeros prejuízos para construtoras gigantescas envolvidas em corrupção, muitos políticos do executivo, do legislativo, hoje em suas “gaiolinhas”, e ainda, desmascarado um punhado de executivos “sérios”, o que mostra que não devemos deixar de acreditar nos princípios da operação.

Embora, todo este cenário tenha afugentado os investidores da economia, tenha causado a maior recessão histórica, tenha conseguido um desemprego desenfreado, e iniciando agora um período de retomada; conseguimos expurgar a máscara da velha política destes que estavam representando o povo.

Isto, logicamente, atrapalhou muitíssimo a economia, porque não haviam as condições mínimas para tal. Como a política impacta diretamente na economia, diante de todo o exposto acima, chegamos a pensar num mundo sem salvação. Todos nós, acreditamos que poderíamos ter chegado ao caos, ao precipício da vida humana no Brasil.

No entanto, pela gigantesca força de um povo que levanta as 4h da manhã, usa duas conduções para ir ao trabalho, faz de tudo nos finais de semana para um extra, e ainda mantém um sorriso no rosto; por uma mão misteriosa e abençoada, tudo foi muito longo em sua duração, e rápido num volume de informações e modificações nunca vistos.

Hoje, a economia, tem se pautado no regime de metas fiscais do governo federal, com propostas sérias, austeridade de gastos públicos, e forma apropriada de cuidar da coisa pública. Tanto se faz verdade, que as ditas reformas que ninguém fora capaz de enfrentar pela impopularidade, estão sendo aprovadas. O mercado diante de tudo isto, tem um paradoxo a ser resolvido, como operacionalizar com o dólar tão alto? Conversando com o Sr. Roberto Orgler da L&OF, “pudemos notar que seguramente, existe uma parcela de protencionismo para indústria local”, porque, o dólar teima em continuar em níveis que favorecem apenas os empresários de alguns setores específicos.

Para tornar prática esta posição acima, todos nós estamos vivenciando o preço da carne. Estamos sentindo em nossos bolsos, quão custoso é patrocinar grupos econômicos, formados por especuladores de plantão e oportunistas que ao notarem um dólar tão precificado, não hesitam em oferecer a carne para nós por R$ 28,00 o kilo em média. A ministra da agricultura, foi exata ao não ingressar nesta armadilha, apenas. Ela liberou o acesso da carne estrangeira em nosso mercado, e ainda, sinalizou aos produtores locais, que se atentem ao fato.

Como nem tudo é perfeito, e até perderia a razão de sê-lo, não haveríamos sentidos em nossas vidas; neste exato momento, notamos que a política 1.0, pode se tornar um pouco melhor, menos suja, com mais coerência aos propósitos, e de forma apropriada, permitindo que a economia 2.3, consiga subir de patamar para uma economia 3.0 ou acima disto.

Sendo específico, ao vencermos este desafio do dólar, por meios de austeridade fiscal contínua, aprovação das reformas, o ingresso de capital estrangeiro em ativos e outros elementos positivos, podemos voltar a sonhar com o dólar de R$ 3,50, R$ 3,20, quiçá abaixo dos R$ 3,10 para o final de 2022. Nesta lógica positivista, precisamos manter as nossas posições seríssimas de cobrar o executivo, e o legislativo principalmente de mudar o Brasil, mas, não apenas no discurso...senhores do legislativo, abram os seus olhos, a sociedade está os acompanhando.

Porque, esta turma que hoje está no Senado e Câmara, com as exceções, tem feito muito pouco se comparado as suas próprias e legítimas funções. De uma coisa é certo, com a redução do dólar, conseguiremos mais acesso aos produtos importados, poderemos fortalecer o ingresso de matérias primas para a indústria. Isto será oportuno, e resultará no aumento do volume de negócios na indústria de transformação, uma indústria que geram muitos empregos, e de certa maneira, desvincularmos um pouco do agronegócio. Que com todo o respeito, tem segurado a onda da economia, mas, não podemos ficar somente a mercê deste setor, por mais importante que seja.

Aliás, se permitir que tenhamos mais acesso ao ingresso de produtos importados, este mesmo setor, o agronegócio, poderá se beneficiar em muito. Muitas novas tecnologias e desenvolvimentos de pesquisas, poderão ser implantadas e aprimoradas em nosso país.

Vamos dizer um não ao protencionismo, vamos de fato encarar que somos pequenos em muitas áreas, para isto, a ruptura de uma política de manutenção da taxa de dólar alta, será muito benéfica a todos.

Por fim, e antes mesmo deste, enaltecer o trabalho deste nobre veículo, o Jornal de Uberaba, que traz informação real, com caráter de assegurar ao leitor, a verdade dos fatos. Este veículo, está fazendo o seu papel, que é de apresentar as coisas como estas são. Para o próximo, vamos falar um pouco da nossa cidade... novidades por aí no ambiente político e econômico. Tenham uma semana abençoada.

 

Julio Franco - Professor universitário, analista econômico e financeiro, escritor e brasileiro com muito orgulho.

 

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