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Entrevista

“Mais de 10 mil casas foram construídas na gestão do prefeito Piau”, diz Jammal

Sobre política, ele afirma que sonha em ser prefeito e que participará ativamente das próximas eleições

08/12/2019 06h00
Por: Redação
Quando assumimos, tinha um déficit de 26 mil pessoas e vamos entregar com déficit de menos de duas mil, diz o presidente da Cohagra Marcos Jammal - Foto: Marco Aurélio/PMU
Quando assumimos, tinha um déficit de 26 mil pessoas e vamos entregar com déficit de menos de duas mil, diz o presidente da Cohagra Marcos Jammal - Foto: Marco Aurélio/PMU

 

Maria das Graças Salvador 

O presidente da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), Marcos Jammal, fala em entrevista ao JORNAL DE UBERABA, da habitação em Uberaba e de seus projetos políticos. Lembra que a atual administração municipal bateu o recorde em construção de moradias e que está vencendo processos históricos e que ainda neste mês deve entregar o Parque dos Girassóis, se não houver mudanças na agenda em função da vinda do presidente da República ou de algum ministro de Estado. Sobre política, diz estar à disposição, que sonha em ser prefeito, já que tem perfil de executivo, e que participará ativamente das próximas eleições.

 

JORNAL DE UBERABA – Como está o Parque dos Girassóis?

Marcos Adad Jammal – O pessoal dos Girassóis 3 já esperava ansiosamente a entrega do bairro, porque tiveram muitos contratempos, todos causados pelo Governo Federal, a inércia de repasse do Governo Federal, que causou um caos no Minha Casa Minha Vida, não só em Uberaba, mas em todo o país. Se fizer uma busca simples na internet, você vai ver as inúmeras obras que foram paralisadas. Uberaba não foi diferente, nós tivemos um problema com o Girassóis e com o Alfredo Freire. No Alfredo Freire, a construtora abandonou o canteiro de obras e este abandono fez com que nós buscássemos outras construtoras. A Caixa Econômica Federal fez o processo licitatório e escolheu a construtora Reseom e demorou quase um ano para que a construtora assinasse o contrato. Estive em Brasília nessa época e consegui ajudar a desenrolar este problema e a questão dos repasses aferiram muito a situação dos Girassóis. A Construtora Procalco, que estava lá passou por inúmeros problemas e foi fazendo a obra mesmo assim e não abandonou a obra como outras. Foi uma soma de pessoas para poder resolver o problema desde o construtor até o loteador, que fez aportes financeiros para que a obra continuasse. A Caixa mais uma vez atrasou o pagamento, quer dizer, o Governo Federal. Com isso, obrigou que a prefeitura assumisse uma responsabilidade que não era dela, que era o de reformar essas unidades. A gente assumiu com o acordo do Ministério Público e do Ministério Público Federal, com a ajuda do dr. Thales Cardoso e do dr. Carlos Valera e conseguimos, enfim, finalizar essa obra e estamos entregando para as famílias.

 

JU – Quando é a previsão de entrega dessas casas?

Marcos Jammal – A do Parque dos Girassóis 3, a previsão é entregarmos no dia 16 de dezembro, mas isso pode ser mudado se o presidente da República ou algum ministro de Estado vir. A outra etapa dos Girassóis IV, que gera um desconforto muito grande nas famílias, que são 220 casas, que já estão praticamente concluídas. Assim que entregarmos o Girassóis III, toda nossa equipe, contratada, vai para o Girassóis IV finalizar essas casas. Depois a gente segue para as casas de Steel Frame e tem mais ou menos 180 casas, também em ponto quase de entrega. Depois na terceira etapa que era as casas que ainda não foram finalizadas e ainda falta uma parte mais pesada da obra.

 

JU – Quantas casas foram feitas em Uberaba?

Marcos Jammal – Mais de 10 mil unidades, entre faixa 1 e 1,5, na gestão do prefeito Paulo Piau, comigo à frente da gestão da Cohagra. No total da gestão do prefeito Piau foram 6 mil famílias beneficiadas somente na Faixa 1. Na gestão anterior ao Paulo Piau, no mesmo espaço de tempo, foram 2.321, ou seja, fizemos mais que o dobro de casas do Faixa 1, que no governo anterior. 

 

JU – Qual é o déficit habitacional em Uberaba?

Marcos Jammal – Quando assumimos, tinha um déficit de 26 mil pessoas e hoje, seguramente, vamos entregar a Cohagra com déficit de menos de duas mil. Uberaba foi a primeira cidade que fez a lista de inscritos não contemplados e esta lista tem as pessoas com cadastro regular, pontuação e informando quantos critérios ela possui. Desta lista ainda estão as pessoas que foram contempladas nos Girassóis III e IV e Alfredo Freire. A lista tem três mil nomes, e são 1.500 pessoas que foram contempladas nos bairros que vão sair e sobram 1.500. Ainda têm umas 300 unidades passíveis de sair e serão sorteadas. Muitas pessoas que estão na fila para sorteio serão reprovados por renda ou outros critérios. Nossa meta é entregar a Cohagra com 1000 a 1.200 pessoas.

 

JU – Como está o kit reforma?

Marcos Jammal – Este é um projeto do governo Paulo Piau e atendemos mais de 200 famílias no Residencial 2000 e abrimos para outros bairros agora. Falamos que estamos trazendo dignidade para as pessoas. Porque as pessoas faziam um puxadinho, precisava ser corrigido e com isso a gente conseguiu fazer isso. Muitas destas casas, antes do Minha Casa Minha Vida eram entregues sem pisos, sem forro, sem aquecedor solar e a pessoa contrata R$ 5000 e compramos o material e fazemos o serviço. A pessoa recebe o material, mão de obra e o laudo do engenheiro atestando que ela vai ter garantia e segurança no seu imóvel.

 

JU – Você está mudando de partido, saindo do PSD para ir para o PTB?

Marcos Jammal – Recebi o convite de vários partidos e mostra que as pessoas reconhecem o nosso trabalho e potencial. Estamos estudando a melhor proposta, para o grupo e vamos tomar esta decisão no momento certo. Tenho um carinho muito grande pelo Jota, pelas pessoas que administram o partido, mas também existem outros convites de outros partidos, e isso me deixa satisfeito.

 

JU – Quando você vai tomar resta decisão?

Marcos Jammal – Esta decisão já está sendo tomada, mas primeiro quero muito escutar minha família. A minha família é muito importante, a família é a base de tudo. Eu tenho esposa e filho, que não são políticos, que não têm cargos políticos, mas sofrem com alguma decisão nossa e tenho de participa-los para saber qual será o meu futuro. Antes de eu ter qualquer decisão eu tenho que ouvir meu pai e minha mãe, minha esposa, meus familiares e meus amigos porque tudo aí na vida vai depender dessa escolha.

 

JU – Historicamente em Uberaba, o presidente da Cohagra é indicado para ser candidato a prefeito. Você pensa nisso?

Marcos Jammal – Quando eu cheguei na Cohagra era antes do período eleitoral e todo mundo questionava se o Jammal ia ser vereador ou sair candidato a outro cargo? Meu compromisso sempre foi diferente de várias pessoas que passaram aqui e utilizaram o cargo como trampolim. Eu aprendi que na vida tem que ter começo, meio e fim. Eu comecei no Anatê e fiz compromisso com o prefeito e toda a equipe da Cohagra. Não abandonei o barco para um projeto pessoal e continuei, entreguei os bairros e mesmo as pessoas falando. Fiz a finalização e meu fim acaba no Alfredo Freire. Até eu ter certeza que tudo caminha para a finalização, eu não posso ser leviano com as pessoas que confiam em mim. Eu não vou querer algo que não possa estar bem comigo. Mas ser prefeito de Uberaba é um sonho. Não vou falar que não é, porque a cidade que eu amo, a cidade que eu nasci, a cidade que eu construí, a minha família que eu formei como advogado, que eu tenho um carinho muito grande e quero poder trazer o melhor para Uberaba assim como Uberaba ofereceu o melhor para mim. Deus vai escolher o que que é para fazer, se é para continuar, se é voltar para a iniciativa privada, para meus projetos ou efetivamente ir de cara nessa questão da vida pública.

 

JU – Vereador?

Marcos Jammal – É uma questão de projeto e eu me vejo mais executando, tenho mais um perfil executivo do que legislativo. Quero poder pôr a mão na massa e fazer. Respeito muito o trabalho de vereador, é extremamente importante, mas a questão minha, é um sonho mesmo, é executivo.

 

JU – O grupo do Piau vai lançar um candidato e você vai estar junto?

Marcos Jammal – Sim, isso faz parte de um grupo político capitaneado pelo prefeito Paulo Piau, a qual eu não posso hora nenhuma me furtar de agradece-lo, porque eu sempre tive meu lado crescimento, da minha da minha formação acadêmica, que é o Direito, a profissão que eu escolhi. Ai eu tive um outro crescimento, o prefeito me deu esse crescimento, me deu o crescimento na parte política, algo que eu não imaginava. Para se ter uma ideia, hoje eu estou na Cohagra, mas desde o começo do Governo Piau eu estou na administração. Fui secretário de Administração, ajudei a construir o Plano de Cargos e Salários dos Servidores, que começou com o Rodrigo Souto, depois teve algumas mudanças como a questão das assistentes sociais. Fiz o laboratório do servidor, que ficou funcionando durante um tempo e quando levei a ideia para o prefeito ele autorizou. Quando estive à frente da Controladoria junto com aquela equipe que não deve nada nada para o Tribunal de Contas para os órgãos de controle, mas acabamos com a máfia do plantão e foi onde teve pessoas iniciadas no Ministério Público, fazendo representações, pessoas tendo seus bens indisponíveis, que depois veio a ser tocado pelo Dr. Carlos Bracarense. A gente teve esta trajetória na administração e na Cohagra fizemos a maior conquista habitacional, reconhecendo as pessoas que passaram anteriormente, mas foi a maior conquista habitacional, criamos um programa de regularização fundiária, criamos o kit reforma. Inúmeras situações que foram feitas, estamos quebrando o tabu com a regularização do bairro Estrela da Vitória, que está para ser resolvido há anos e estamos a poucos passos de ser resolvido. A regularização das áreas rurais, estamos promovendo a habitação, mas também garantindo a posse perante a titularidade. Agora não sentimos tanto, mas quando a pessoa vier a faltar e a família precisa passar esse imóvel, sem fazer inventário, começava todo o tormento. Foi o maior programa de escrituras reais. Promovemos várias ações de usucapião, promovido pelo jurídico, em parceria com o Tribunal de Justiça conseguimos fazer sem custos. É um trabalho formiguinha, mas já são mais de três mil ações ajuizadas pela Cohagra. Colocamos a Cohagra no mapa da habitação e Uberaba virou referência para outras cidades, fizemos aqui congresso, trazendo ministro e secretário Nacional da Habitação, pegando um braço do G70 e levando as pessoas a virem para cá. Das 20 cidades que receberam o Minha Casa Minha Vida nesta última leva, 12 participantes foram de Uberaba e o resto de outras cidades. Isso mostra que, além de saber como faz, a gente tem de ensinar e ajudar as cidade do entorno de Uberaba.

 

JU – Você quer fazer mais alguma colocação?

Marcos Jammal – Estamos trabalhando todos os dias para tentar resolver o problema do povo, o déficit habitacional. Vai ocorrer de pessoas não receberem um imóvel e nós, desta administração, não podemos ser responsabilizados por falhas das administrações anteriores, que não fizeram o dever de casa. O programa Minha Casa Minha Vida começou em 2008 e foram construídos um terço dos imóveis que nós construímos nesta administração. Agora estamos atendendo os filhos dos beneficiários. A gente não faz mágica e trabalhamos com dados. Não adianta a gente querer fazer a nossa parte se a pessoa não manter o seu cadastro atualizado, senão não vamos conseguir ajudá-los, porque o sistema é binário e não conseguimos de forma alguma modificar. O sistema é auditado, encaminhado para os órgãos de controle. Nosso sistema é reconhecido e a tecnologia é já foi vendida para inúmeras cidades do Triângulo Mineiro. Tem a Care Cod e várias cidades possuem e comprou da gente. A gente recuperou a Cohagra e, apesar do nome, durante a história não teve nenhum contrato com cidades ao entorno e na nossa gestão teve. Temos mais de dez contratos com cidades de Minas, levando nossa tecnologia e tornando Uberaba referência na habilitação no país.

 

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