Igreja

Santa Luzia celebra a padroeira e espera milhares de devotos

Ao longo do dia serão celebradas nove missas

13/12/2019 06h00
Por: Redação
Nove missas serão celebradas em louvor à Santa Luzia, a padroeira dos olhos e da visão - Foto: Divulgação
Nove missas serão celebradas em louvor à Santa Luzia, a padroeira dos olhos e da visão - Foto: Divulgação

 

Maria das Graças Salvador

Neste 13 de dezembro é o Dia de Santa Luzia, a padroeira dos olhos e da visão. Hoje acontece programação especial, com início às 5h, com a alvorada festiva. Ao longo do dia serão celebradas nove missas e são esperados milhares de fiéis para louvar a santa.

A primeira missa será às 6h, celebrada pelo padre José Anchieta. Às 7h30 será celebrada a segunda missa à cargo do padre Edgard Sebastião Rosse; às 9h, o presidente da celebração serão o arcebispo metropolitano de Uberaba, Dom Paulo Mendes Peixoto e às 10h30 a missa será celebrada pelo padre Alex Pereira dos Santos.

À tarde, as missas iniciam às 12h, celebrada pelo padre José Alves Caetano, em seguida, às 13h30, o presidente da missa será o padre José Roberto Ferrari. Às 15h o padre Adailton Carlos da Silva Ribeiro celebra a missa e as 16h30 a missa estará a cargo do padre Otair Cardoso da Cruz.

A última missa, solene, será realizada às 18h, presidida pelo pároco da Santa Luzia, padre Reinaldo Duarte. Logo após a missa acontece a procissão luminosa pelas ruas do bairro.

As celebrações em louvor a Santa Luzia prosseguem com missa no sábado, às 19h, presidida pelo padre Reinaldo Duarte e a equipe celebrativa estará a cargo da Pascom/Música. Já no domingo, a missa também será às 19h, com benção com o Santíssimo Sacramento em louvor e agradecimento pela festa, celebrada pelo padre Reinaldo Duarte e a equipe celebrativa estará a cargo da Liturgia.

 

A Santa – O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz. Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do século III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.

Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.

Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303. Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.

 

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