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Juba Maria

Juba Maria

Juba MariaJornalista formada pela UFRJ, mãe e poeta, trabalha como Assessora de Comunicação da Infraero. É uma das coordenadoras do projeto AMAi e dá palestras sobre Comunicação Não-Violenta.

22/12/2019 06h00
Por: Redação

Fazendo sua parte

Desde 2018, o juiz Marcos Antônio da Cunha Araújo, da 1ª Vara Criminal de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba,  liga para vítimas de violência doméstica 24 horas após B.O. e decide junto com a mulher a melhor medida protetiva.

A atitude diferenciada mostra um desejo sincero na busca por soluções realmente capazes de salvar a vida das mulheres. E prova que o judiciário pode e deve melhorar seus procedimentos.

Isso porque, por melhor que sejam as intenções dos órgãos municipais e delegacias, as mulheres não são nem amparadas bem acolhidas acertadamente. E na maioria das vezes sequer são ouvidas e sim julgadas, dimuídas, desrespeitadas.

 

Empresas

Atualmente, segundo pesquisa realizada pela Talenses, consultoria de recursos humanos, apenas um quarto das empresas está engajada para mudar esse cenário, contribuindo para prevenir e combater a violência contra a mulher.

A INANA, é uma startup de D&I, Gestão de Pessoas e Alinhamento Organizacional, sediada em Uberaba, que já nasce engajada nessa causa.

A startup está pré-incubada na Unitecne (Uniube) e Impulso (UFTM) e foi aprovada para a segunda fase do edital CENTELHA, da Fapemig. Ganhou ainda, recentemente, o reforço de Elisângela Vieira, profissional com 20 anos de mercado na área de gestão de pessoas.

 

Responsabilidade 

Em Rondônia, o governador Marcos Rocha (PSL), promulgou lei que obriga os condomínios a comunicar, em até 24h após o fato, à Delegacia de Polícia Civil e aos órgãos de segurança pública especializada, sobre a ocorrência ou indícios de violência doméstica e familiar contra mulher, criança, adolescente ou idoso, ocorrido nas unidades condominiais ou nas áreas comuns aos condôminos. A Lei 4.675 prevê advertência e multa em casos de descumprimento.

 

Orgulho

A bancada do PSOL divulgou, dia 20/12, o balanço de ações de 2019. Segundo o documento, o partido apresentou 3 Ações Populares, 5 Mandatos de Segurança, 2 Notícias Crime, protocolou 22 provocações à Procuradoria Geral da República (PGR), além de outras medidas. 

Um dos destaques de 2019 foi a atuação da deputada Talíria no sentido de impedir o PL 2577/2015 de alcançar. A proposta visava tipificar a “conduta da mulher que imputar fato ilícito a seu companheiro com a finalidade de obter privilégio na ação de guarda de menores”.

Na prática, a grande maioria das mulheres vítimas de violência doméstica cujos companheiros não foram pegos em flagrante não conseguem provar as agressões. Com isso, ao reapresentar criminalmente o agressor e requerir a guarda, elas acabam passando por alienadoras e, em alguns casos, dependendo do poder econômico ou político do agressor, ou do teor das chantagens e ameças realizadas, chegam até mesmo a perder a guarda dos filhos. Seguem, portanto, sendo vítimas do ex-companheiro, que usa as crianças para exercer violência psicológica contra a mulher.

 

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