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Juba Maria

Juba Maria

Juba MariaJornalista formada pela UFRJ, mãe e poeta, trabalha como Assessora de Comunicação da Infraero. É uma das coordenadoras do projeto AMAi e dá palestras sobre Comunicação Não-Violenta.

29/12/2019 06h00
Por: Redação

Prioridades

Em Uberaba, no fim do ano, parece não ter havido tempo hábil para aprovação de pautas em favor de gestantes ainda em 2019. 

Mas no município gaúcho de Santa Cruz do Sul, com uma população de pouco mais de 100 mil habitantes, foi sancionada, no último dia 26/12, lei que estabelece prioridade de matrícula e transferência às crianças e adolescentes que estão sob guarda de mulheres 

vítimas de violência doméstica e familiar, nas escolas municipais de ensino infantil e fundamental do município.

A lei, de autoria do vereador Alex Knak (MDB), foi sancionada pela presidente da Câmara de Vereadores, Bruna Molz (PTB).

Aliás, Bruna Jeanine Molz tem apenas 20 anos e foi eleita para presidir a casa em 2018

 

Situação de rua

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, entre as pessoas em situação de rua, as mulheres foram as mais violentadas entre 2015 e 2017. No total, foram constatados 17.386 registros, o que corresponde a 50,8% das violações.

No caso de meninas em situação de rua grávidas, a situação é ainda mais preocupante. Em seus estudos, a pesquisadora Priscila Pinto Calaf, da UnB, constatou que, além das violações a que estão frequentemente submetidas, essas meninas enfrentam dificuldades de marcar consultas ginecológicas, desconhecem campanhas de saúde dirigidas a elas e tem dificuldades de acessar programas de saúde.

 

Calendário

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta de inclusão do Dia Nacional de Combate ao Feminicídio no calendário oficial. 

A Proposta exige que os governos federal, estaduais e municipais promovam, no dia 25/11, ações e campanhas de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. 

Na CCJ, a deputada Chris Tonietto (PSL-RJ) foi a única a votar contra a proposta.

 

Empresas

No Brasil, onde estima-se que 536 mulheres foram agredidas, por hora, em 2018, das 311 empresas entrevistadas pelo Instituto Maria da Penha, o Instituto Vasselo Goldoni e o Talenses Group, grupo empresarial de recrutamento profissional, apenas 19% desenvolvem políticas e ações de combate ao problema. 

Em alguns estados brasileiros a realização de palestras sobre violência contra a mulher  já é obrigatório.

 

D&I

Mercado conhecido internacionalmente como Diversidade & Inclusão (D&I), a preocupação das empresas em melhorar os relacionamentos no ambiente de trabalho, reduzindo preconceitos de gênero e raça e apoiando, inclusive, mulheres em situação de violência, deve crescer no Brasil em 2020.

Com isso, as organizações precisarão cada vez mais de mão de obra especializada para conduzir os programas com resultado e inovação.

 

Cadastro

Em Uberaba, continuamos cadastrando mulheres para conversar com outras mulheres em situação de violência. A voluntária passa por um período livre de entrosamento, quando é avaliado o seu real interesse, tempo e motivações. Depois é realizado um treinamento.

 

 

Cartas - Recebo cartas de mulheres em situação de violência. Envie sua história. Unidas somos mais fortes.

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