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Setor da Polícia Civil que investiga pessoas desaparecidas é referência

Pelo menos 14 casos tiveram maior repercussão

14/01/2020 06h00
Por: Redação
Departamento trabalha localização de indivíduos até mesmo em outros estados e também com prevenção - Foto: Divulgação PCMG
Departamento trabalha localização de indivíduos até mesmo em outros estados e também com prevenção - Foto: Divulgação PCMG

A Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) começa 2020 com expectativa de solucionar o maior número possível de casos. A equipe que trabalha em um ramo de investigação delicado, que envolve sentimentos, coleciona histórias emocionantes. Entre apurações de paradeiro, reencontros de familiares há muitos anos distanciados e eventos de conscientização, há desfechos de alívio, alegria e também aqueles que demandam investigação criminal. Em 2019, não foi diferente e alguns casos se destacaram.

No tocante a levantamentos de desaparecidos, pelo menos 14 casos tiveram maior repercussão. Entre eles, houve localização de indivíduos em outros estados – como Paraná, Pará e Espírito Santo –, além de descoberta de paradeiros de pessoas em situação vulnerável, a exemplo de adolescente, idoso, pessoa com deficiência e paciente internado em hospital com quadro de saúde grave. “A PCMG é referência no país no que diz respeito à temática ‘desaparecimento de pessoas’. Em 2019, a DRPC obteve resultados positivos e proporcionou alento àqueles que buscavam por parentes”, ressalta a chefe da Divisão, delegada Maria Alice Faria.

A busca por quem se desencontrou ao longo da vida é outra vertente do trabalho. “Ainda que não se enquadre no conceito clássico de desaparecimento, esse é um apoio social que leva felicidade a muitas famílias”, observa a delegada. Foram oito encontros que reuniram familiares distantes pelo tempo e distância. O casal de filhos que reviu a mãe em Campinas (SP) após 30 anos do último contato; o encontro de quatro gerações depois de três décadas sem notícias e o reencontro de uma família que não se via há 18 anos são alguns deles.

 

Investigação criminal – Infelizmente, nem sempre a história termina com a localização. “O resultado de investigação na busca de supostos desaparecidos acaba por solucionar crimes graves, dando resposta à Justiça Criminal”, assinala Maria Alice. Foi o que aconteceu em novembro, quando a Polícia Civil desvendou que mãe e filho, na verdade, teriam sido assassinados pelo companheiro e pai. Houve também um feminicídio, em que a vítima, aparentemente desaparecida, havia sido morta pelo ex-companheiro.

Conscientização – Como o objetivo do departamento é encontrar a pessoa com vida, também é preocupação da unidade debater sobre desaparecimento de indivíduos com a comunidade, visando prevenir e orientar quem enfrenta esse tipo de situação. 

Nesse sentido, iniciativas como a Semana da Esperança, realizada no mês de maio, é um dos destaques. O departamento também firmou parceria com o movimento social “BH Pela Infância” para atender famílias de crianças e adolescentes desaparecidos, promove intercâmbio institucional com entidades afins (exemplo é o Instituto Médico Legal do estado Tocantins, que enviou estagiários para conhecerem o trabalho da PCMG e compartilhar a experiência local).

 

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