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José Moreira Filho

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16/01/2020 06h00
Por: Redação

NOSSA AMADA FAMÍLIA

O homem é um animal político por excelência, ou seja, ele tem necessidade do convívio. Experiências já mostraram que quem vive isolado se destrói como pessoa. E essa convivência é aprendida na sagrada instituição chamada família. Muitas vezes não sentimos falta, ou não valorizamos, pois vivemos no seio de uma família harmoniosa e sempre que o mundo nos assusta, o nosso porto seguro nos acolhe e protege. Mas ao ouvirmos relatos de pessoas ausentes da família por fatalidades, por inadaptação, ou por desarmonia com os parentes, é que percebemos a falta que esse ponto de equilíbrio faz ao ser humano. A pessoa pode desequilibrar-se, perder o rumo e em muitos casos buscar abrigo em coisas perigosas e prejudiciais, tais como os vícios, em especial as drogas.

No entanto, temos que nos lembrar de que no relacionamento familiar existe algo muito importante que é a qualidade do sentimento. Muitas vezes as pessoas confundem amor com obrigação. Pois o que deve permear o convívio na família é sempre o amor. É verdade que juridicamente o pai até tem obrigações para com os filhos, mas esse dever precisa primeiro estar amparado pelo amor. Assim deve também ser o dever fraterno, filial e principalmente o dever no relacionamento conjugal. A equação deve ser construída assim: preciso da minha esposa porque a amo e não a amo porque preciso dela. Eu tenho obrigações para com a minha família porque a amo. É muito importante ter esses esclarecimentos, para não se ficar preso pelas obrigações. A obrigação prende, o amor liberta. Por esse raciocínio os cônjuges estão inclusive libertos da posse, pois ninguém é dono de ninguém. A posse se justifica pelo uso, pela exploração. Você usa seu carro, explora a utilidade dele, mas o marido não pode usar a esposa, explorá-la e vice-versa. Pois a relação se baseia no amor que supõe liberdade, vontade. A obrigação de ter que suportar alguém inibe a alegria de viver.  

Uma família estruturada é condição sine qua non, para a saúde psicoemocional e mesmo física de seus membros. Por isso, como todo bom empreendimento, a família deve ser planejada, deve-se ter em mente quando constituí-la, como constituí-la e por que constituí-la. A paternidade/maternidade responsável gerará prole confiante, feliz e consequentemente pessoas de sucesso na vida. Mas essa responsabilidade deve ser regada pela água límpida da sinceridade na comunicação. A mentira em família é a traça que corrói a confiança, mina o entusiasmo e traz o desconforto para o convívio. A verdade por mais dura que seja deve ser dita com todas as letras, tanto na crítica corretiva como na elogiosa. Porém com brandura, com suavidade, mas com  firmeza. 

Outro ingrediente, que acredito não poder faltar numa família, é a presença de Deus. Deve-se buscá-lo sempre, seja através de que credo for. Isso porque na vida familiar nem tudo são flores, temos inúmeras circunstâncias criadas pela sociedade moderna que trabalham contra o “lar doce lar”. Então só sustentados pela fé num poder maior é que podemos alimentar a esperança para termos força e ir em frente. Pois hoje já não está bastando matar um leão por dia, é preciso já deixar outro amarrado para o dia seguinte.

 

José Moreira Filho

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ARLS Salim Bittar

OR.´. DE Ituiutaba-MG

 

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