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HC-UFTM

Servidores se sentem afrontados com entrevista de superintendente

Os servidores também lembram que existem muitas denúncias no Ministério Público

21/01/2020 06h00Atualizado há 1 mês
Por: Redação
Servidores do HC da UFTM questionam fala contraditória da superintendente da instituição: se somos incapazes e envelhecidos quem toca este hospital? - Foto: Divulgação
Servidores do HC da UFTM questionam fala contraditória da superintendente da instituição: se somos incapazes e envelhecidos quem toca este hospital? - Foto: Divulgação

 

Maria das Graças Salvador

Entrevista da superintendente do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Ana Lúcia de Assis Simões, mais uma vez causou reboliço na instituição. Servidores que trabalham pelo Regime Jurídico Único, que não querem se identificar por medo de perseguição, entraram em contato com a redação do JORNAL DE UBERABA repudiando a entrevista que classifica os servidores como força tarefa envelhecida e incapaz. “Somos incapazes e envelhecidos, mas ela entra em contradição na própria entrevista, uma vez que o hospital ultrapassa sua capacidade de atendimento em 200%. Nós RJU temos contribuído muito com a instituição com dedicação compromisso é respeito com os cidadãos desta cidade é região”, dizem.

E continuam: “a Ebseh, empresa mantida com recursos do MEC, contratou servidores com salários mais altos do que os RJUs. A superintendente deve comparar o absenteísmo entre os dois para poder nos criticar. No entanto, acreditamos que a superintendente também está envelhecida e incapaz de gerenciar o HC, uma vez que ela é da nossa época como enfermeira. Talvez não, pois quando enfermeira não contribuiu muito, pois ficava mais fora estudando do que trabalhando. Podemos, sim, estarmos envelhecidos, mas continuamos trabalhando com a mesma dedicação e amor. Exigimos a posição do nosso sindicato quanto a essa afronta”, desabafam.

Servidores do HC/UFTM também questionam a postura da enfermeira Ana Lúcia, “um dia nega os argumentos apresentados a este jornal, outro afirma serem verdadeiros, ela está na direção há seis meses e os dados que ela discuti já foram apresentados. Ela pensa estar enganando a sociedade e os princípios básicos do SUS. A população de Uberaba e 27 municípios precisam da segurança do atendimento prestado por esse HC da UFTM”, observam.

Os servidores também lembram que existem muitas denúncias no Ministério Público e cobram uma posição do MP. “Queremos que o Ministério Público, gestor da saúde, e vigilâncias sanitárias verifiquem a verdade sobre essas falas inconsistentes”.

Já um médico, que também pede para não ser identificado, diz que “a Ana Lúcia cometeu equívoco é tudo leva a crer que na entrevista tenta espalhar o preconceito na instituição de ser machista. É só solicitar os dados de gestões anteriores e verificar que na administração do hospital sempre houve 90% foi composto por mulheres, e a maioria enfermeiras. O efetivo masculino sempre foi menor. No entanto, o cargo que ela ocupa hoje foi imposto por ela mesma. Pois é de conhecimento de todos do tamanho da rejeição dela na comunidade, não como mulher, mas por ter sido uma servidora ineficiente.  Os votos não mentem. E o estranho é que uma hora o HC atende 200% a mais que a contratualização e em outra hora os médicos não trabalham e os servidores são velhos. Agora, todos querem saber. Precisamos entender quem trabalha? Se o absenteísmo é alto? Ou estamos fingindo que estamos cuidando das pessoas? A população que nos paga precisa conhecer a verdade”, questiona.