Prefeitura - Carnaval
Coluna

Pet News

Marcos Moreno

Marcos Moreno

Marcos MorenoSou Marcos Moreno, comunicador com vários anos dedicados ao trabalho de colunista e assessor de imprensa. Há alguns anos com trabalho na mídia impressa e eletrônica voltado para os animais, notadamente pets.

24/01/2020 06h00
Por: Redação

 

Não custa lembrar

Todos os sites especializados no segmento pet, revistas e coluna, como esta do Jornal de Uberaba, sempre abordam nesta época do ano a questão das chuvas. Já falamos por aqui em outros tempos chuvosos, mas sempre é bom lembrar. Outro dia mesmo falávamos do sol e do calor que batia recordes. Aliás, o calor continua, amenizado pelas chuvas que estão caindo em grande volume. Nós, que saímos todos os dias com nossos pets para dar uma volta- muitas vezes até mais de uma vez ao dia, nos deparamos às vezes com certos problemas. A temporada de chuva caindo sem parar, não prejudica apenas as cidades e a população. Cachorros costumam ficar desanimados e sem apetite. Algumas raças apresentam problemas respiratórios e doenças, como pneumonia e resfriado.

 Sabemos que os cães contam com uma proteção natural que é o pelo, que lhes proporciona calor e protege da chuva. Mas para que atue com um ótimo efeito contra a chuva, o pelo precisa estar limpo e bem escovado.

 

Cuidados especiais

 

Banhos

Durante os dias úmidos de chuva, não é conveniente dar banho nos cães com tanta frequência. Há cachorros com uma pelagem muito grossa e que demora muito tempo para se secar. Usar secador é uma boa opção.

 

Caminhadas

Sim, existe guarda-chuva para cachorros, caso queira sair com o pet em dias de chuva. Entre os muitos produtos destinados aos cães, tem uma coleira que traz acoplado um pequeno guarda-chuva. 

 Outra opção é colocar uma capa impermeável com capuz, que cubra todo o corpo, evitando que o animal se molhe nos dias de chuva, deste modo vai ficar seco e não terá a sensação de umidade. Mas o melhor mesmo é esperar a chuva passar. Certamente vai ter um intervalo entre uma pancada de chuva e outra. Se sua agenda não coincidir com esses momentos, procurar um lugar grande e coberto para ele poder se exercitar é também uma ótima opção. Só não deve mesmo e deixá-lo tomar chuva ou deixa-lo em casa indefinidamente. 

 

Principais doenças

 

Leptospirose - Esta doença transmitida pelo contato do animal com a urina contaminada do rato, pode deixar a saúde do pet debilitada, tendo em vista que entre os sintomas estão: falta de apetite, vômito, febre, alterações renais, desidratação, apatia, pele amarelada, fezes com sangue e urina escura. Em casos mais graves ou quando o peludo não recebe os devidos cuidados médicos, a doença pode ser fatal.

 

Fungos - Um animal que tem contato com chuva pode apresentar outras doenças, que mesmo possuindo um grau de gravidade menor, merecem atenção. Este é o caso de problemas de pele, tendo em vista que um pet molhado está propenso a desenvolver bactérias e fungos que danificam o pelo e a epiderme.

 

Articulações - Outro exemplo de distúrbio é com relação as articulações, principalmente, em cães idosos. Pois o corpo molhado, junto às temperaturas baixas, acabam potencializando dores na junção entre os ossos.

 

Pneumonia - Cachorro também pode apresentar hipotermia, estado de saúde que tem como consequência quadros de gripes e pneumonias.

 

O Brasil já tem mais cães e gatos do que crianças em seus lares 

Está em análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA) projeto que cria no Brasil o marco regulatório dos animais de estimação (PL 6.590/2019). O autor, senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), explica que seu objetivo é, além de reconhecer a importância que esses animais têm para o ser humano, conferir segurança jurídica aos segmentos econômicos envolvidos no setor.

Com base em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Heinze aponta que o Brasil já é o segundo país na quantidade de animais de estimação. O Brasil já tem mais cães e gatos do que crianças em seus lares, segundo o IBGE.

 

Membros da família

Além da parte afetiva, eles ainda exercem outras funções de grande importância, segundo o projeto. Garantem acessibilidade a pessoas com deficiência, além de auxiliarem em muitos tratamentos terapêuticos, atividades esportivas e de ornamentação. Também exercem funções públicas, como os que fazem parte do Centro Nacional de Cães de Faro (CNCF), que atuam para a Receita Federal.

“Ninguém mais deve relevar os animais a coisas. Isto é tão verdade que o Poder Judiciário, com frequência, trata de litígios de casais separados com pedidos de guarda compartilhada dos animais de estimação”, exemplifica o senador.

 

O que diz o projeto

O projeto define os animais de estimação como seres de senciência e sensibilidade, devendo ser protegidos contra maus-tratos, com plena condição de bem-estar. Esses animais passam a ser considerados essenciais à boa qualidade de vida do homem na sociedade, estando assegurado a eles uma vida digna. Por isso, devem ter acesso à água limpa, alimentação completa, balanceada e adequada à espécie. Também devem ter acesso a zelo e exercícios, acompanhamento médico-veterinário e provimento de medicamentos quando necessário. Também devem ter segurança e condições adequadas de transporte.

Ainda segundo o PL 6.590/2019, todos esses direitos também devem ser respeitados por comerciantes que mantêm animais no estabelecimento. O mesmo valerá para as ONGs que recolhem animais de rua, abandonados por seus donos ou vítimas de maus-tratos.

O projeto define os animais de estimação como intermédios entre o sujeito e o objeto de direito, proibindo serem tratados como “coisa”, mas sem personalidade jurídica ou status de sujeito.