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Artigo

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro

Servidor público / economista

Reflexões

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24/01/2020 06h00
Por: Redação

O respeito de Voltaire!

Em uma sociedade organizada, o respeito ao ordenamento é fator primordial para o exercício do espírito democrático, pois estabelece limites e questões a seguir que tratam da forma respeitosa de seus iguais, em qualquer diferença, e seus respectivos representantes como autoridades investidas para servir e garantir a expressão da Lei e da vontade de um povo.

Estas autoridades tem como papel principal a representatividade, deixando à mercê paralela até mesmo seu pensamento, pois a impessoalidade reside na visão verdadeira do que é melhor para um todo, devendo ainda lembrar, que seus contrários ou fora de seus grupos, também desfrutarão de um trabalho que sempre almeja o interesse público que sempre deveria ser o maior.

Está utópica tentativa podemos sempre almejar a todas esferas hoje políticas, em todos os poderes, instituições representativas e por aí vai.

Mas na expressão filosófica que leva a essência do Ser, esta utopia que aparentemente segue conceitualmente a sociedade, tem por obrigação não existir, pois a política deveria se configurar na etimologia da palavra – politika, originária e derivada do grego Politikos relativo ao cidadão e estado e Polis que significa cidade, então, novamente ao todo.

A busca da essência que somos o todo com todas as nossas diferenças passa pela Igualdade na Fraternidade, causando-nos dentro da retidão e princípios, limites a Liberdade de escolha, pois com ela o respeito impera às não concordâncias do pensar.

Não esqueçamos que nossa tratativa depende do respeito para com todos, pois ao nos dirigirmos um ao outro a primeira expressão que deveria surge é do igual a mim mesmo.

Sendo assim, o homem que estuda e se aprimora e passa pelos graus de aperfeiçoamento moral e ético, sempre lembrará que os grandes pilares da Liberdade e Igualdade, passam e se sustentam na Fraternidade, e o respeito é condição sine qua non entre todos.

Diante de nossos preparos, aliás contínuos, o que aprendemos devemos colocar em prática, por mais doloroso que possa ser, exigindo de nossas autoridades a constante vigília, pois a representação de um povo e da pátria é exigência pétrea. 

Sim assim o for, os oficiais, Delegados, Promotores, Juízes, Deputados, Senadores, Presidentes, representantes Sindicais e de bairro, representantes de entidades e mais, deverão distinguir da investidura o simples fato que o cidadão, homem de bem, pratica diuturnamente sua conduta, levando à mercê da retidão, sua presente caminhada.

Antes espelhávamos nas “autoridades”, hoje o sinônimo da verdadeira “autoridade” esmerasse na ética e moralidade do cidadão, pois a investidura somente se configurará na probidade do cidadão que se coloca a “toga”, e uma sem a outra não configura a autoridade a se espelhar.

O apogeu não é a “toga” representativa da autoridade, mas sim a filosofia que demonstra conhecimento e passa pelo molde simbólico da formação humana nas 33 semanas de gestação que o sistema respiratório está maduro e um novo ser pode respirar fora do útero materno e 33 vértebras que sustentam nosso corpo, mas sim no magma da idade do maior Mestre que aqui passou e no histórico espaço do tempo que o Templo de Salomão ficou edificado, demonstrando que a reconstrução e o aperfeiçoamento é constante e humanamente exercitado pelos homens de bem.

Enquanto isso, realmente os investidos pelo conhecimento e disseminadores da semeação do respeito, são chamados a luta constantemente, pois a máxima atribuída a Voltaire – “Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las” – venha carregada com a expressão humana que abraça a todos.

 

Aluizio Cezar Valladares Ribeiro – servidor público / economista – [email protected]