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Marcos Moreno

Marcos Moreno

Marcos MorenoSou Marcos Moreno, comunicador com vários anos dedicados ao trabalho de colunista e assessor de imprensa. Há alguns anos com trabalho na mídia impressa e eletrônica voltado para os animais, notadamente pets.

31/01/2020 06h00
Por: Redação

 

Inundações forçam animais a migrar em Minas

Jiboia subiu em árvore para escapar das águas em Santo Hipólito, na Região Central do estado. Rio das Velhas subiu nove metros acima do nível normal no final da noite de terça-feira

A cena chamou atenção dos moradores de Santo Hipólito, na Região Central do estado: na tarde dessa terça-feira, uma jiboia subiu no galho alto de uma goiabeira, tentando escapar da enchente do Rio das Velhas. O fato revela que as inundações provocadas pela intensidade das chuvas, além dos inúmeros transtornos e problemas para as cidades atingidas, como se verificou em Minas nos últimos dias, também trazem conseqüências ruins para a fauna silvestre. 

“As enchentes acarretam diversos impactos para os animais silvestres, principalmente a morte de muitas espécies ou o ilhamento. Muitos ninhos e tocas com ovos ou filhotes são inundados. Isso faz parte do ciclo natural, mas com a degradação e diminuição das áreas de refúgio, os problemas e danos são cada vez maiores”, afirma o ambientalista Eduardo Gomes, da Organização Não-Governamental (ONG) Instituto Grande Sertão (IGS), de Montes Claros. 

O ambientalista ressalta que a migração nos episódios de inundação é “mais fácil” para as aves. Porém, sozinhas, elas não conseguem salvar os ninhos e ovos.

Por outro lado, o ambientalista, lembra que as inundações também acarretam mais riscos de acidentes com animais peçonhentos, que são “desalojados” pela água. 

O  Rio das Velhas, que estava cheio, teve o seu volume aumentado mais ainda depois das fortes chuvas que causaram estragos em Belo Horizonte na noite de terça-feira, atingindo as cidades banhadas pelo manancial, afluente do São Francisco. Os ribeirões Arrudas e Onça, que cortam a Capital, deságuam no Velhas. 

 

Animais domésticos

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) iniciaram nesta quarta-feira, uma campanha de doações para cães e gatos atingidos pelo grande volume de chuvas no estado. Os donativos estão sendo recebidos nas cidades que decretaram estado de calamidade pública ou emergência por causa dos temporais.  

A campanha é coordenada no Núcleo de Fauna da Semad e visa arrecadar produtos que podem auxiliar na alimentação e nos cuidados dos animais atingidos. A coordenadora de fauna e pesca da Semad, Samylla Mol, explica que as doações podem ser entregues nas Superintendências Regionais de Meio Ambiente (Suprams) de Minas Gerais e nos Batalhões da Polícia Militar em todo o estado. 

“A princípio estamos priorizando recolher ração e patês para cães e gatos, material de limpeza animal, vasilhames para alimentação, cobertores, toalhas, caixa de areia para gatos e caixas de transporte e coleira”, afirma Samylla. Segundo ela, não há necessidade, inicialmente, de doação de medicamentos veterinários. 

Segundo a coordenadora, desde dezembro de 2019, está estabelecido que cabe à secretaria a tutela da fauna doméstica em Minas, de forma inovadora e sem precedentes no país. “O animal doméstico está presente na maioria dos lares brasileiros. Quando uma situação de desastre atinge uma cidade, não só os lares e as pessoas, mas também os animais são atingidos. A ideia do Estado é desenvolver essa ação em favor da fauna doméstica”, destaca Samylla.

 

 

Leitura pra cachorro

Um programa nos EUA está reunindo crianças de 6 a 15 anos para ajudar cachorros traumatizados a interagir com pessoas. Chamado de Shelter Buddies Reading Program (algo como “programa de leitura entre amigos em abrigo”), o projeto na cidade de Missouri leva crianças para ler diante dos animais enquanto eles esperam para serem adotados.

“Queremos ajudar nossos cachorros tímidos e medrosos sem forçar uma interatividade física, e observar o efeito positivo que isso poderia ter”, explica o diretor do programa, Job Klepacki, em entrevista ao site “The Dodo”. Segundo ele, se o cachorro se aproximar, respondendo bem à criança, ela continua lendo o livro. “Ouvir uma criança ler pode realmente acalmar os animais. A resposta é incrível”.