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Aécio Neves

Aécio Neves quer ajudar a construir um PSDB forte

Aécio Neves quer ajudar a construir um PSDB forte

11/08/2019 06h00
Por: Redação
Deputado federal Aécio Neves quer construir um PSDB forte e não quer confrontos
Deputado federal Aécio Neves quer construir um PSDB forte e não quer confrontos

O deputado federal Aécio Neves falou durante o Encontro Estadual dos Gestores Municipais sobre o PSDB de Minas Gerais. Lembrou também da forma de administrar do presidente da República Jair Bolsonaro que tem em seu DNA o confronto. O ex-governador de Minas vê em Romeu Zema boas intenções e espera que seu governo seja de sucesso.

 

Sobre PSDB - Cada um escolhe a forma que acha mais adequada de fazer política. E todos nós seremos julgados ao final. Dediquei os últimos 30 anos da minha vida a construir o PSDB em Minas e no Brasil e também a obter vitórias extraordinárias que transformaram a vida de muita gente.

Depois da campanha que liderei em 2014, e sob a minha presidência, o PSDB teve a mais extraordinária vitória de toda a sua história. Vencemos em 2016 em cidades extremamente importantes do país, como São Paulo, por exemplo.

É o que vou continuar fazendo, ajudando a construir o partido, porque o Brasil precisa de um caminho que não seja pelos extremos.

Mais do que nunca, o que eu percebo é um vácuo, uma ausência hoje no centro de uma nova articulação em torno de uma agenda de unidade nacional, uma agenda que privilegie os investimentos públicos e privados que faça o Brasil voltar a crescer.

A agenda do confronto não interessa ao Brasil e, a meu ver, não interessa também ao PSDB que terá ainda, espero eu, missões muito importantes a liderar em favor do Brasil e de vários estados brasileiros.

 

Sobre declarações do presidente da República - O presidente Bolsonaro tem no seu DNA o confronto. Não falo isso como um defeito. É do seu DNA. Quem conviveu com ele como eu convivi durante vários mandatos na Câmara sabe disso e ele não mudará. O que vejo é que o perfil do presidente permitiu de alguma forma que o Congresso Nacional se reorganizasse. E o Congresso conseguiu depois de muito tempo construir uma agenda em favor do Brasil. A reforma da previdência foi apenas uma etapa.

 

Sobre agenda do Congresso - Existem questões extremamente importantes já sendo fermentadas. Ontem tivemos uma longa reunião com o presidente Rodrigo Maia. Até o senador José Serra participou de uma parte dela, onde estamos definindo alguns temas relevantes para serem votados ainda este ano como a reforma tributária, o novo pacto federativo e uma questão que tenho insistido é essencial para os estados exportadores, e particularmente para Minas Gerais, que é a questão da Lei Kandir. É irracional que continuemos com esta questão permanentemente adiada.

Tenho feito um esforço enorme internamente dentro do Congresso com outros líderes partidários e com outras forças que não são de estados exportadores para mostrar a injustiça que se comete hoje com Minas.

Temos de ter políticas regionais mais claras com metas a serem alcançadas, com objetivos claros. Esse é o nosso papel. O que vejo é isso. O presidente Bolsonaro tem o seu perfil. Do ponto de vista da agenda econômica há até uma convergência com aquilo que sempre defendemos, mas não há em relação a agenda de costumes e algumas outras que ele tem apresentado.

Acho que existe hoje uma avenida para o Congresso Nacional, Câmara e Senado voltarem a ser protagonistas do processo de retomada do crescimento do Brasil.

 Sobre o governador de Minas Gerais - Espero que as coisas deem certo. Mas vejo que ele enfrenta muitas dificuldades. Algumas herdadas e outras até pela sua própria inexperiência no governo, mas vejo que ele tem boas intenções e espero que ele possa tirar Minas desta situação dramática, calamitosa que o Estado está vivendo.

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