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Artigo

Paulo César de Oliveira

Jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil

Reflexões

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11/02/2020 06h00
Por: Redação

Depois do carnaval

Estamos bem próximos do Carnaval. Isto significa que em pouco mais de duas semanas o Brasil começa a funcionar. Já disse isto aqui que, tanto na política quanto na economia ( a segunda em  função da primeira), o país só entra no ritmo de trabalho depois da Quarta-feira de Cinzas. A novidade é de 2020 é ritmo da caminhada. Há, bem ao contrário dos últimos anos, um clima de otimismo, quase de euforia, com a nossa economia.

Os números são bons, embora em alguns setores ainda sejam oscilantes e se mostrem abaixo das expectativas. Para muitos, entre estes o ministro Paulo Guedes, a nossa economia poderia estar num ritmo de crescimento mais acelerado se tivéssemos sido mais rápidos na aprovação da reforma da Previdência. Pode ser, mas é bom lembrar que o Brasil, que começou a reformar sua Previdência ainda no governo FHC, deu, em 2019, um enorme salto no processo, realizando uma reforma previdenciária que é a maior já feita no mundo.

E o problema é de tal sorte complexo que se prevê a necessidade de uma nova revisão em no máximo vinte anos. A demora, se é que houve, na apreciação do projeto é, portanto, natural. Num regime democrático é natural o debate legislativo em torno dos projetos e, se considerarmos a importância da reforma, sua profundidade e quantos foram atingidos por ela, podemos até dizer que foi uma aprovação em tempo recorde. É com a celeridade do Congresso, em razão da conscientização de seus membros, inclusive de parcela da oposição, que o governo conta.

A equipe econômica trabalha com a possibilidade de termos em 2020 um crescimento muito superior – o dobro o mesmo o triplo- ao obtido em 2019 como resultado não apenas das reformas, mas principalmente pela confiança do empresariado. Esta nova postura dos empresários é visível e resulta da credibilidade do governo, mais especificamente da equipe de Paulo Guedes. É nesta nova visão dos empresários brasileiros, que tem contagiado os investidores estrangeiros, que o governo aposta. É na disposição já demonstrada pelo governo de reduzir a ingerência do Estado na economia, de controlar seus gastos e punir a corrupção que contam os empresários. É com este acerto que conta a população.

 

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