Prefeitura - Carnaval
Saúde

Saiba as vantagens e os riscos da dieta cetogênica

A dieta tem elevada redução de carboidratos e alta quantidade de gorduras

11/02/2020 06h00Atualizado há 5 dias
Por: Soraya Utsumi
244
Queijos, ovos, carnes bovina e suína, aves e peixes são alguns dos alimentos permitidos - Foto: Divulgação
Queijos, ovos, carnes bovina e suína, aves e peixes são alguns dos alimentos permitidos - Foto: Divulgação

A dieta cetogênica surgiu em 1920 para o tratamento da epilepsia infantil e da diabetes, antes da descoberta da insulina, de acordo com o periódico científico Journal of the American Medical Association (JAMA). Atualmente, tem sido utilizada para perda de peso, e diversas celebridades aderiram à restrição extrema dos carboidratos. Quais são as vantagens e os riscos desta dieta? 

Trata-se de uma dieta com elevada redução de carboidratos e com alto nível de gorduras. As quantidades de calorias incluem uma média de 5% de carboidratos, 75% de gorduras e 20% de proteínas. A dieta proporciona uma grande perda de peso em um curto intervalo de tempo, e a restrição de carboidratos entre 25 e 50 gramas por dia tem por objetivo estimular a produção de cetonas pelo fígado e ter como energia alternativa a própria gordura corporal. 

Segundo a nutricionista Gabrielle Alves, a dieta cetogênica é uma variação mais restritiva da low carb, que é composta por uma maior quantidade de carboidratos em relação à cetogênica. É diferente também do jejum intermitente, que é uma periodização alimentar que consiste “em estado alimentado e estado não-alimentado”, dividido em protocolos de jejum por 12h, 16h, 18h e até 24h.

 

Alimentos - Entre os alimentos permitidos estão, por exemplo, queijos, ovos, carnes bovina e suína, aves e peixes, vegetais pobres em amido, côco, azeite, azeitona, castanhas, nozes, abacate. Entre os que devem ser evitados, pão, aveia, cereais, arroz, milho, tortas feitas com farinha, vegetais ricos em amido, como a batata, feijão e frutas. 

O alto teor de gorduras, porém, pode ser prejudicial a longo prazo se a maior oferta for de gorduras saturadas. “Por isso, a importância de acompanhamento nutricional para que a dieta seja balanceada também em gorduras mono e poli-insaturadas”, lembra a nutricionista. Ela também explica que o valor de referência calórica é em média de 2000 kcal/dia, e que as calorias são estimadas para a dieta a partir de características individuais, como peso, altura, sexo, idade, atividade física. O uso de suplementos também é avaliado individualmente, mas não se torna necessário no curto prazo.

 

Efeitos colaterais - Alguns dos sintomas que podem surgir são falta de energia física e mental, problemas no sono, câimbra muscular, constipação, desconforto estomacal, cansaço, indisposição e dores de cabeça, que acontecem no período de adaptação, geralmente de 3 a 7 dias. 

No longo prazo, provoca deficiência de antioxidantes que são encontrados em frutas e vegetais, de acordo com o JAMA. Nas primeiras duas semanas pode haver aumento na produção de urina. Além disso, pode requerer ajustes na medicação para hipertensão e diabetes. É, portanto, necessário o acompanhamento por um médico ou profissional da área ao se optar pela dieta cetogênica. 

Embora faltem estudos científicos conclusivos relacionados ao uso prolongado da dieta quanto aos efeitos no sistema cardiovascular, por exemplo, dietas com pouco carboidrato têm sido associadas ao aumento da mortalidade, segundo o periódico americano.  Entretanto, para quem tem pré-diabetes ou diabetes do tipo 2, a dieta ajuda no controle da glicose e na perda ou na manutenção do peso, mas a perda de peso é a mesma da adquirida por outras dietas no longo prazo.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.