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Delação premiada

Aras recorre da homologação da delação de Sérgio Cabral

O acordo de delação foi firmado com a Polícia Federal em dezembro

12/02/2020 06h00
Por: Redação
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Procurador-geral da República, Augusto Aras - Foto: Roberto Jayme/TSE
Procurador-geral da República, Augusto Aras - Foto: Roberto Jayme/TSE

O procurador-geral da República, Augusto Aras, recorreu ontem da decisão do ministro Luiz Edson Fachin que, na semana passada, homologou a delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

Caberá a Fachin decidir: se reverte a própria decisão e revoga a validade da delação; se leva o caso a julgamento no plenário da Segunda Turma, que analisa casos da Lava Jato, ou para o plenário, para discussão entre todos os ministros da Corte.

O acordo de delação foi firmado com a Polícia Federal em dezembro. O teor da colaboração está sob sigilo.

Antes mesmo da homologação, Aras foi contra a delação por considerar que os valores que Cabral se comprometeu a devolver já estavam bloqueados pela Justiça e que o ex-governador não apresentou fatos novos nos depoimentos.

Agora, o procurador disse que há elementos que indicam que Cabral ainda oculta patrimônio e que ele não entregou informações suficientes para colaborar de modo efetivo com as investigações.

Aras quer que, caso a delação seja mantida, o acordo não afete as prisões decretadas contra Sérgio Cabral.

O ex-governador está preso desde novembro de 2016, e foi condenado a mais de 280 anos de prisão pela Justiça. A maioria desses processos está relacionada à operação Lava Jato.

Cabral vem admitindo, desde o ano passado, que recebeu propina enquanto ocupava cargo público. Ele também apontou outros supostos membros da organização criminosa.

 

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