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Horta

Horta comunitária garante renda extra e qualidade alimentar

Os agricultores foram selecionados pela prefeitura por meio de um diagnóstico socioeconômico

12/02/2020 06h00
Por: Redação
Doze famílias da área urbana do município da Zona da Mata mineira participam do projeto - Foto: Divulgação
Doze famílias da área urbana do município da Zona da Mata mineira participam do projeto - Foto: Divulgação

Uma ação da Emater-MG em parceria com a prefeitura e a iniciativa privada mudou o cotidiano de algumas famílias do município de Rio Doce, na Zona da Mata de Minas Gerais. A implantação de uma horta comunitária na área urbana da cidade tem gerado renda extra e contribuído para uma alimentação mais diversificada dos “agricultores urbanos”.

A horta foi implantada inicialmente num espaço de 4 mil metros quadrados, no bairro Graminha. O local não era utilizado há algum tempo, acumulando mato e servindo de esconderijo para animais. Foram os técnicos da Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) – que sugeriram o cultivo de hortaliças no local. A ideia, além de solucionar um problema, beneficia 12 famílias.

Os agricultores foram selecionados pela prefeitura por meio de um diagnóstico socioeconômico. A empresa Allonda Ambiental forneceu materiais necessários para a implantação da horta, como telas, estacas, reservatório de água e sementes.

Segundo o extensionista da Emater-MG, Luiz de Freitas Júnior, o projeto possibilita a melhoria da alimentação das famílias e geração de renda. Boa parte das vendas é feita pela internet. “A divulgação da produção é informada semanalmente via redes sociais, sendo os alimentos entregues na casa de quem pede”, diz o técnico. 

Com o sucesso, a área plantada de hortaliças foi ampliada para 7 mil metros quadrados e os alimentos produzidos passaram a ser comercializados em cidades vizinhas. “As famílias beneficiadas são de baixa renda. A horta tem grande importância para elas, porque gera renda e alimentação saudável. Noventa por cento da produção é comercializada e o restante é para o consumo das famílias”, conta Luiz de Freitas.

Ex-garimpeiro, Raimundo Dionísio é um dos agricultores beneficiados. “Aqui não dá mais pra garimpo. Essa horta veio na hora certa”, conta. Ele cultiva mandioca, alface, cebolinha, salsinha, mantém uma pequena plantação de milho e faz entregas todos os dias. 

“A horta tem dado um resultado muito bom. O dinheiro que ganho me ajuda muito nas despesas de casa”, afirma. Além disso, Raimundo ressalta que a alimentação da família melhorou. “A gente sempre tem verdura fresquinha na mesa. É só ir lá e colher”, diz.  

 

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