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José Moreira Filho

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Reflexões

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13/02/2020 06h00
Por: Redação
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ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO

 

Parece ser o mal maior dos nossos dias, a administração do tempo. É muito comum, em cinco minutos de conversa com alguém, surgir a palavra tempo. E sempre associada a alguma desculpa para justificar o descumprimento de uma tarefa, compromisso, promessa etc. Não te liguei porque não tive tempo; ainda não tive tempo de ler aquele relatório; meu tempo está muito curto. Para essas desculpas, a afirmativa mais correta seria: não tive organização, pois o tamanho de nosso tempo, que na realidade é formado por 24 horas diárias, depende de como eu o distribuo. Depende de como eu organizo minhas tarefas, obedecendo a uma escala de prioridades.

Devo lembrar-me que, o número de compromissos por mim assumidos, é de inteira responsabilidade minha. Não sou obrigado a carregar minhas malas e as de outros, que por displicência, irresponsabilidade ou preguiça, não as carregam. Na família, muitas vezes, vivemos essa situação ao assumir compromissos alheios. Daí é que o tempo fica curto, pois não o distribuímos de maneira correta. É preciso que priorizemos nossas atividades, tendo em mente uma conta clássica sobre as 24 horas do dia: oito horas para dormir, oito para trabalhar e oito para alimentação e lazer. Fora disso é perda de tempo. Sabemos que, em virtude das exigências do mundo moderno, nós acabamos cedendo e invertendo os valores. Assim, comemos mal, dormimos mal e acabamos sendo ineficientes no trabalho. Para gerenciar sua vida no tocante a distribuição do tempo, é importante ter em mente que uma coisa são tarefas e outra coisa são projetos. As tarefas são diárias e você pode listá-las e realizando-as no sentido inverso de sua dificuldade, ficando, portanto, as mais fáceis para o final do dia, quando suas energias já estão minimizadas. Enquanto os projetos são realizações a médio ou longo prazo e requerem um planejamento mais rigoroso.

Ajuda muito se você tiver o cuidado de planejar suas atividades, incluindo o tempo gasto com cada uma. E ainda estabelecer objetivos que devem ser alcançados em curto, médio e longo prazo. Atividades anotadas e gerenciadas tornam-se mais fáceis de cumprir, além de nos aliviar da angústia da famigerada correria. É melhor organizar que agonizar.

Pode ser útil também a gestão do tempo, usando uma classificação para as atividades, como: urgente, importante, em andamento e em tempo. Em cada uma dessas categorias você coloca suas atividades de acordo com a necessidade de realização. A cada uma destine o tempo julgado necessário para cumpri-las e caso haja imprevistos, imediatamente se reorganize.

Acredito que explica bem esse nosso raciocínio, o provérbio chinês que diz: “Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado.”

 

 

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