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Trabalho escravo na região é combatido em operação da PF

PF combate trabalho escravo e libera 16 trabalhadores

08/06/2024 às 11h37 Atualizada em 08/06/2024 às 15h13
Por: Maria das Graças Salvador
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Vítimas de trabalho escravo foram libertadas - Fotos: Divulgação
Vítimas de trabalho escravo foram libertadas - Fotos: Divulgação

Dezesseis pessoas que estavam sendo vitimas de trabalho escravo na região foram libertas durante operação conjunta entre a Polícia Federal e  o Ministério do Trabalho e Emprego de Minas Gerais e Ministério Público do Trabalho. As vítimas que vieram do estado da Bahia estavam  trabalhando  em lavouras de café. 
O JORNAL DE UBERABA recebeu informações da PF,  sobre as operações conjuntas de combate ao trabalho análogo ao de escravo  que foram realizadas em municípios da região de Santa Rosa da Serra e Campos Altos. 
Segundo Polícia Federal os trabalhos iniciaram na última segunda-feira, 3, e  foram desencadeadas após denúncias  que apontavam fortes indícios de condições análogas à escravidão na cultura do café. Após receberem às denúncias, os policiais e representantes dos ministérios Público e do Trabalho montaram uma força-tarefa para investigar e coibir a prática criminosa. 

As equipes foram nos locais denunciados e após levantamentos confirmaram os fatos e resgataram  16 trabalhadores que viviam em condições degradantes e insalubres.  
As vítimas  resgatadas foram aliciadas no interior do estado  da Bahia e encontradas em situação de vulnerabilidade, sem acesso a condições mínimas de segurança, saúde e dignidade.   
Conforme a PF, durante as operações, foram realizadas inspeções nas propriedades rurais denunciadas, e os responsáveis por tais práticas ilegais foram identificados e podem ser investigados pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, além de outras infrações trabalhistas. Os empregadores serão notificados e investigados pelos atos praticados.  

Ontem os 16 trabalhadores receberam cerca de R$ 90 mil em verbas salariais e rescisórias. Eles também terão direito a três parcelas de seguro desemprego e tiveram seu retorno aos locais de origem garantido. 
O Ministério Público do Trabalho ainda está em negociação de indenização por danos morais individuais em favor dos trabalhadores.

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