Petróleo

Petróleo acentua queda e despenca 8%

O Brent perdeu cerca de um terço do seu valor este ano

07/03/2020 06h00
Por: Redação
Média de preços do petróleo Brent, referência para o mercado global, está prevista em US$ 52,52 por barril este ano - Foto: Reuters
Média de preços do petróleo Brent, referência para o mercado global, está prevista em US$ 52,52 por barril este ano - Foto: Reuters

O petróleo acentuou sua queda nos mercados, ontem, diante da possibilidade de fracasso das negociações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) com a Rússia para apoiar os preços.

Por volta das 13h30, o barril de Brent (principal referência internacional) era negociado em queda de 8,88%, a US$ 45,55 em Londres. Em Nova York, o barril WTI recuava 8,74%, a US$ 41,89, segundo dados da Bloomberg.

O Brent perdeu cerca de m terço do seu valor este ano, aumentando a pressão em países dependentes de petróleo e colocando muitas empresas de xisto e outras companhias de energia dos EUA em sérias dificuldades.

Na véspera, os ministros da Opep disseram que apoiam 1,5 milhão de barris adicionais por dia (bpd) de cortes até o final de 2020, um movimento muito maior e mais prolongado do que o esperado, mas fizeram a proposta também à Rússia e a outros países produtores não membros da Opep.

Fontes da organização disseram à Reuters que a Arábia Saudita, líder do cartel e maior produtor de petróleo do grupo, falhou em conseguir um acordo com a Rússia nas negociações desta sexta-feira.

Como resultado, o acordo existente de cortes na produção expirará em março, para que membros da Opep e produtores não-Opep possam, em teoria, bombear produção à vontade em um mercado já com excesso de oferta.

Os ministros da Opep disseram na quinta-feira que o surto de coronavírus exigia ação, pois medidas para impedir a propagação do vírus diminuem a atividade econômica global e a demanda de petróleo.

As previsões para o crescimento da demanda em 2020 foram reduzidas, mas Moscou há muito argumenta que é muito cedo para avaliar o impacto, e fontes disseram que o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, transmitiu a mesma mensagem nesta sexta-feira.

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