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Juba Maria

Juba Maria

Juba MariaJornalista formada pela UFRJ, mãe e poeta, trabalha como Assessora de Comunicação da Infraero. É uma das coordenadoras do projeto AMAi e dá palestras sobre Comunicação Não-Violenta.

15/03/2020 06h00
Por: Redação

Quem mandou matar?

Ontem, 14 de março, mulheres e apoiadores de todo o Brasil foram às ruas para relembrar com dor e indignação o assassinato de Marielle Franco e perguntar, afinal: quem mandou matar Marielle?

Em Uberaba, o ato ocorreu na sexta-feira, 13, quando as organizadoras do 8M Unificado ocuparam as escadarias e o hall de entrada da Universidade Federal do Triângulo Mineiro para lembrar da vereadora assassinada e sua trajetória de luta por justiça, igualdade e dignidade. 

Logo após, foi realizada uma performance produzida pela diretora de teatro Maíra Rosa. Na cena, os atores relatam casos pessoais de violência para pedir respeito aos direitos humanos. Uma longa faixa com o rosto de Marielle e a inscrição “Marielle Vive” foi então pendurada no saguão.

 

Quem era Marielle?

Vale frisar que Marielle não era mulher de bandido, não era envolvida com o tráfico, não era contra os policiais. Muito pelo contrário: foi defensora das causas dos direitos humanos, inclusive de policiais, lutadora do PSOL e conseguiu ser eleita com 46 mil votos na cidade do Rio de Janeiro.

Marielle, mulher negra, residente da Favela da Maré, mãe solteira e adolescente, socióloga formada pela PUC-Rio com bolsa de 100%, trilhou um caminho incomum para mulheres nessa mesma condição. 

Foi aluna do Curso Pré-Vestibular Comunitário do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM), que conheci por meio da professora Raquel Paiva, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Raquel é responsável pelo Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC), do qual fui bolsista de Iniciação Científica, e que desenvolve projetos no CEASM. 

 

Atividades

Sábado também foi dia de encontro de mulheres promovido pela radialista Marcia Mara, com o apoio do movimento Mobiliza, ligado ao PMN e PTB. Participaram da atividade mulheres pré-candidatas ou não, de diferentes partidos. O objetivo é iniciar o diálogo e apoio entre mulheres para o fortalecimento na política.

 

Como assim?

Durante a semana, o almoço da candidata Elisa Araújo, recém filiada ao SOLIDARIEDADE, também contou com a presença de pré-candidatos de diferentes partidos. O que não pegou bem foi a inclusão, sem consentimento, do nome de algumas mulheres em uma suposta lista de apoiadoras.

 

Palestras

Nesse mês de março, seguem a todo vapor as palestras sobre violência contra a mulher, sinais de abuso e orientações sobre como acolher a mulher em situação de violências. Na agenda, estarei em empresas, escolas públicas e particulares, organizações e igrejas de diferentes credos.