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Artigo

David Oliveira

Jornalista

Reflexões

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18/03/2020 06h00
Por: Redação

Falando em CORONAVIRUS (COVID-19), muitas pessoas estão preocupadas e neste caso digo, PRÉ OCUPADAS (ocupar-se de algo antecipadamente), com certa razão, mas atentem-se que os cuidados devem ser gerais, não só para o COVID-19, mas sim cultural e educacional. Já disse no rádio e digo por aqui, a DENGUE mata mais pessoas no Brasil em um ano do que o COVID-19 até agora. O detalhe é que a DENGUE está ao seu alcance agora. Mas vamos pensar assim: ao ir ao banheiro por exemplo é hábito que as pessoas (às vezes) lavem as mãos, ou pior, “passem” uma água nas mãos depois do uso (1 ou 2). Mas espera aí, passar água não resolve, aliás seria bom que se utilizasse da forma correta o lavatório.

Ao entrar no banheiro molhe as mãos, feche a torneira e coloque sabão ou detergente, esfregue bem uma mão a outra, não se esquecendo dos entre dedos e costas das mãos, após vários movimentos repetidos, abra a torneira e enxague (esse é o manual de lavar as mãos, e acredite, tem gente que não sabia disso até agora). Pronto, agora você está apto (a) a utilizar o banheiro, isso mesmo, muitas pessoas só lavam as mãos quando terminam o que foram fazer, mas sem perceber que chegou e colocou as mãos “imundas” nas suas partes íntimas sem o menor pudor, sob o risco de inúmeras doenças em tal local. Após o uso faça o mesmo de antes e em casos públicos, utilize uma toalhinha de papel para abrir a maçaneta da porta ou em casa um pedaço de papel higiênico, daí sim ao sair jogue no lixo. 

Todo cuidado é pouco, mas não só com o COVID-19 que teoricamente está controlado. Em tempo, celulares devem passar por limpeza com álcool isopropílico ao menos uma ou duas vezes no dia. O Ebola é muito mais mortal e só foi retransmitido por teoricamente falta de higiene, H1N1 de modo aéreo também é um risco, mas muitos se quer vacinaram e o vírus ainda continua à solta. O que falar do já extinto Sarampo que voltou com tudo. Sua carteirinha de vacinas está em dia? Ainda lembra dela?

Daí você me pergunta, o que isso tem haver com a política, ainda mais a local?

O COVID-19 já está fazendo “estragos” na economia global de forma sem precedentes no mundo que vivemos. Lamentavelmente vai piorar. Sabemos com “pés no chão” que vai chegar aqui, não que a gente deseja que isso aconteça, mas sejamos realistas, por aqui é só uma questão de tempo.

Ah mas temos que cancelar eventos de aglomeração e etc? Não neste primeiro momento, mas não sejamos omissos como aconteceu na Itália que agora está demasiadamente tarde demais para agir.

Agora sem essa de teoria da conspiração, mas um país que conseguiu se livrar da SARS em tão pouco tempo e vivenciou um surto de outras doenças e ainda sim ter a sua economia elevada em mais de 10% no mesmo período não lhe causa estranheza?

Pior ainda, erguer um hospital em 10 dias, parar literalmente todas as fábricas, inclusive de extrema necessidade para inúmeros países e não por menos o nosso, de repente tem o número de casos reduzidos ao extremo como 19 novos casos em 24 horas, enquanto outros países declaram emergência e veem seus números aumentarem assustadoramente. Sabe o que vai acontecer? Enquanto o mundo estará fechando fronteiras e suas indústrias, a China vai reabrir tudo, produzir o dobro e ver sua possibilidade de potência mundial aumentada em níveis astronômicos. Enquanto isso, o turismo do mundo parou, as companhias aéreas quebraram e as bolsas de valores caíram fazendo mercados como o nosso cair junto.

Sou jornalista, não especialista econômico ou político, mas qualquer um sabe que o “estrago” do COVID-19 é maior na economia do que na saúde.

E mais uma vez, onde isso vai afetar a política local? Simples, fazemos parte de um todo, se a economia mundial vai bem, tudo vai ir bem, mas se cai, não espere investimentos por aqui. Sem investimentos, que administrador vai dar conta de fazer uma cidade do nosso porte “viver”? Pior, uma população flutuante como a nossa, estamos preparados para se acontecer, ter mais de 100 pessoas com casos confirmados em tratamento? É só uma pergunta.

Vejo por fim que como uma onda que passa, esta também vai passar, e que não demore muito, pois dependendo do momento, a “crista” dela estará em meados de agosto, setembro e outubro, daí o caso vai mudar literalmente nosso cenário que já está complicado!!!

Pronto falei... neste caso digitei!

Abraços a todos.

 

David Oliveira – Jornalista – Apresentador de programa na rádio Sete Colinas FM 101.7 - @davidfotoeradio