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Fábio Azevedo

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Fábio AzevedoDr Fábio Azevedo. Cir dentista há 20 anos, atuando nas áreas e ortodontia, implantes é pioneiro na Harmonização Facial em Uberaba, membro da SBTI (sociedade brasileira de toxina botulínica e implantes faciais), compõe a equipe de monitoria do grupo Transformando faces, do renomado dr Igor Costa Alves. Querido na sociedade Uberabense ele também é Professor, palestrante e colunista social do Jornal de Uberaba e Revista Mulheres.

22/03/2020 06h00
Por: Redação

O relógio do fim do mundo? Será?

 

Na coluna de hoje quis trazer a lucidez alguns fatos e reflexões. Seriam avisos já dados, e este um mais alto para que as pessoas possam realmente ouvir o planeta?

O relógio do fim do mundo foi criado, fundamentalmente, para advertir sobre os riscos de aniquilação da civilização humana na Guerra Fria, na qual durante décadas os Estados Unidos enfrentaram a União Soviética, se transformasse num conflito atômico. Hoje, porém, avaliam-se muito mais riscos, como uma inteligência artificial e uma biotecnologia descontroladas. E, segundo escreveu o físico Lawrence Krauss, membro do conselho de cientistas do relógio do fim do mundo, “essa multiplicação das ameaças elevou a sensação de alarme”. “O relógio do juízo final está hoje mais perto da meia-noite que durante a crise dos mísseis de Cuba (na época, ficou a sete minutos do final, contra os 100 segundos atuais), quando o mundo esteve realmente à beira do holocausto nuclear.

Como deixa claro o sucesso do gênero zumbi, as doenças infecciosas, como o coronavírus de Wuhan, são também uma fonte de terror apocalíptico. E, nesse caso, o medo não vem sustentado apenas por possíveis padecimentos futuros, mas por milhões de mortos. Durante grande parte da história, quando não se sabia o que provocava as infecções, alguns micróbios podiam dizimar a população que atingiam. O historiador Eric Hobsbawm estimou que apenas 6% ou 7% dos marinheiros ingleses mortos entre 1793 e 1815, durante as guerras contra Napoleão, faleceram nas mãos dos franceses. “Oitenta por cento morreram por causa de doenças e acidentes”, escreveu. A sujeira, os serviços médicos e a falta de higiene eram inimigos muito mais temíveis que os canhões franceses.

Calcula-se que a peste negra, provocada por uma bactéria, acabou com um terço da população da Europa. A gripe espanhola matava até 20% dos infectados e aniquilou 6% da população mundial. Para muitos dos habitantes da América pré-colombiana, embora não os exterminassem completamente, os vírus provocavam uma espécie de fim do mundo. “Na colonização da América, o principal soldado foram os vírus”, afirma Víctor Briones, professor de saúde animal da Faculdade de Veterinária da Universidade Complutense de Madri.

Que uma infecção coloque em perigo a continuidade de uma espécie é muito difícil, embora isso quase tenha acontecido com doenças às vezes banais, como a sarna na camurça-dos-pirineus [uma espécie de caprino]. E a peste bovina provocou tanta mortandade na Europa que levou à fundação das faculdades de veterinária”. Em humanos, a gripe espanhola de 1918 “despovoou as zonas rurais”, e a praga de Justiniano do século VII pôde ter influenciado o final do Império Romano. “Reduziu a população de tal maneira que não havia braços para cultivar a terra nem gente para defender a fronteira. A ordem social se alterou

Ainda que não haja extinção, algumas doenças que não chamam a atenção do público nos países desenvolvidos matam centenas de milhares de pessoas. Somente o HIV, a tuberculose e a malária acabam com a vida de cerca de 2,5 milhões de pessoas por ano, a maioria nos países pobres. “

Que essa experiência terrível com o inimigo quase invisível, porém letal abra os olhos da humanidade para os cuidados não apenas de saúde mas de amor e compaixão ao planeta , que os cuidados não seja apenas em tempos difíceis , mas sempre ! É hora de despertar para um futuro, que  será cada vez mais sombrio e mortal caso não hajam mudanças, imediatas, comportamentais do ser humano.

 

 

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