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Polícia

Festa em condomínio termina em barraco e ameaças de morte

Uma testemunha presenciou toda a ação policial, bem como relatou que as perturbações do sossego são recorrentes

24/03/2020 06h00
Por: Marconi Lima

Equipe da Polícia Militar (PM) compareceu em um condomínio, onde um dos proprietários alegou que vizinhos estavam fazendo algazarras, gritarias e com som bastante alto desde as 15h, que fez reclamação ao condomínio e que o porteiro e demais responsáveis pelo local fizeram ligação solicitando que os moradores abaixassem ou desligassem o som, sendo negado por eles e que alegaram que não iriam desligar, que eles quem mandavam na residência.

Os militares realizaram contato com a moradora do imóvel denunciado. Os PMs falaram sobre as normas pertinentes a perturbação do sossego bem como do som alto e também da aglomeração de pessoas em um mesmo local, visto a pandemia da Covid-19. Segundo relato policial, a proprietária e uma das convidadas ficaram bastante exaltadas, começando a xingar o solicitante de folgado, de vagabundo, que só porque ele era um militar que estava fazendo isso. Não satisfeitas passaram a desacatar os PMs com diversos xingamentos bem como a desobedecer as ordens dos policiais.

Com o interesse da vítima em representar contra as autoras, foi dado ordem de prisão para a proprietária do imóvel e a convidada, contudo elas não acataram, passando a resistir a prisão, dando chutes, onde foi necessário usar de técnicas de controle de contato, tais como: torção de pulso, imobilização, até que fosse realizada a algemação. 

No local dos fatos, havia aglomeração, onde houve um tumulto no momento de realizar a prisão de ambas. No estacionamento do condomínio, a proprietária do imóvel, mesmo algemada, estava muito exaltada gritando muito, vindo a cuspir em direção ao denunciante.

Não satisfeita gritava aos berros que "ele era um noiado, que já viu ele usando cocaína diversas vezes”. Na viatura policial, não satisfeita proferiu diversas ameaças a ele tais como, "vou te matar", "vou encher a sua cara de tiro".

Além disso proferiu ameaças a esposa do solicitante, tais como, "vou meter a faca na sua esposa", “vou pegar ela e vou arrebentar a cara dela". No momento das ameaças e em que a autora investiu contra vítima e passou a cuspir nele, um militar tentou segura-la, vindo ela a se debater e lhe dar um pontapé, momento este que policial teve que usar de força física moderada e técnicas de controle de contato, colocando-a ao solo, até que conseguisse coloca-la no compartimento cofre da viatura, não satisfeita ela ainda passou a xingá-lo de "cachorro do governo" e a ameaçá-lo de morte dizendo "que iria encher sua cara de bala". 

Uma testemunha presenciou toda a ação policial, bem como relatou que as perturbações do sossego são recorrentes. A vítima relatou ainda que as algazarras são frequentes pelos moradores do imóvel, sendo que o fato já foi relatado ao síndico do condomínio por diversas vezes, porém nenhuma medida foi tomada .

As autoras foram encaminhadas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Parque do Mirante, para verificar se houve alguma lesão em decorrência da contenção realizada pelos militares. 

A prisão em flagrante delito não foi imposta as autoras, vez que assumiram o compromisso de comparecer ao juizado especial criminal, conforme termo de compromisso de comparecimento e ciência de audiência preliminar. (ML)