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Infectologista alerta para fake news sobre coronavírus

O infectologista Frederico Zago recomenda que a comunidade se atente às notícias falsas e faça o isolamento compulsório

24/03/2020 06h00
Por: Redação

Com o aumento significativo de casos confirmados do novo coronavírus

(Covid-19), a disseminação de notícias falsas, conhecidas também como

fake news, preocupa especialistas. Em mensagens compartilhadas nas redes

sociais, o uso de batata doce, alho, cebola, vinagre, entre outras

opções, é apresentado como solução. "Não há estudos científicos que

comprovem que esses itens atuam, diretamente, no aumento da imunidade e

no combate ao coronavírus", alerta o infectologista e especialista em

Alergia e Imunologia, Frederico Zago.

Segundo ele, o que auxilia a imunidade é boa alimentação, controle de

glicose, boa noite de sono e exercícios regulares.

Frederico recomenda que, ao receber uma informação, sejam avaliadas a

fonte, o site e o autor do conteúdo. "Muitos médicos especialistas

disponibilizam páginas e perfis nas redes sociais com informações

confiáveis sobre o tema. No mais, é importante que as pessoas saibam

filtrar, confiem nas declarações de fontes oficiais e, em caso de

dúvida, verifique com um profissional da área", aconselha.

 

O vírus - O coronavírus integra uma família de vírus que circula pelo

mundo desde 1960. É um vírus que causa infecções respiratórias brandas a

moderadas, de curta duração. A principal forma de transmissão é o

contato próximo de pessoa a pessoa. A doença causada pelo novo

coronavírus recebeu o nome de Covid-19.

O infectologista afirma que, no momento, o recomendado é isolar-se

compulsoriamente, lavar bem as mãos e utilizar o álcool em gel 70%. "É

indicado para todos, mas, principalmente, para os que integram o grupo

mais vulnerável, como idosos, diabéticos, hipertensos, pacientes com

insuficiência renal crônica, portadores de doenças respiratórias

crônicas, pessoas recém-operadas de grandes cirurgias e pessoas com

sistema imunológico comprometido, como portadores de HIV e pacientes com

câncer", finaliza Zago.