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Nunca compensou tanto abastecer com álcool em MG

Os motoristas que abastecem o carro com etanol em Minas Gerais têm tido motivo para comemorar nos últimos meses e, especialmente, nos últimos dias. Com a farta safra e a elevação dos preços da gasolina, a opção pelo combustível proveniente da cana-de-açúcar fez com que o consumo aumentasse e, com isso, a relação de competitividade diante do concorrente derivado do petróleo atingisse o melhor patamar desde que os carros bicombustíveis começaram a ser fabricados no Brasil.
Em média, o preço pago pelo litro do etanol equivale a 61% do valor do litro da gasolina, e, em alguns casos, chega a 59%.
A conta para determinar se financeiramente o álcool compensa resulta numa relação média em torno de 72%. Levantamento nos postos de combustíveis feito pelo site de pesquisas de preços Mercado Mineiro mostra que no último mês, na Grande Belo Horizonte, o álcool hidratado barateou 6,76%, em média, encontrado a R$2,828 no dia 8 deste mês, enquanto a diminuição no preço da gasolina, cotada a R$ 4,684 por litro, foi de 1,39%.
Em Uberaba, de acordo com a pesquisa realizada semanalmente pelo Procon, na última quarta-feira (8), dados indicam que o preço mínimo encontrado para o Etanol Comum foi de R$2,50, para a Gasolina Comum foi de R$4,49, para o Diesel foi de R$3,29 e para o Diesel S-10 foi de R$3,39. Já o preço médio dos combustíveis, foi de R$2,65 para o Etanol Comum, R$4,66 para a Gasolina Comum, de R$3,45 para o Diesel e R$3,55 para o Diesel S-10.
No comparativo de preços médios com a pesquisa realizada pela equipe no dia 02 de Agosto, verificou-se que o valor médio do Etanol diminuiu 10,17%, da Gasolina diminuiu 5%, do Diesel diminuiu 0,11% e o preço do Diesel S-10 aumentou 0,03%.
As motivações para a baixa no preço do etanol são a safra da cana-de-açúcar, que ainda vai durar até meados de novembro e este ano tem batido recordes, além da alta nos preços da gasolina, provocada pela política de preços adotada pela Petrobras, que forçou muitos motoristas a abandonar o combustível.
De acordo com Mário Campos, presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas do Estado de Minas Gerais (Siamig), a expectativa é de que o setor vá crescer 16% em Minas este ano, produzindo mais de 400 milhões de litros a mais que o ano passado.
Ainda de acordo com o presidente da Siamig, a produção do primeiro semestre do ano apresentou crescimento de 96% em relação ao mesmo período de 2017. “O crescimento ainda poderia ter sido maior, não fosse a greve dos caminhoneiros que fez perder dias de consumo”, avalia.
Na capital, a relação de preços do etanol ante a gasolina está na média do estado, em torno de 61%, mas há cidades no interior em que esse percentual é ainda mais baixo, chegando a até 59% em Montes Claros, Juiz de Fora, Uberaba e Pouso Alegre, como afirma Mário Campos.
A tendência dos preços é de se estabilizarem no patamar atual. “Não acredito que os valores vão cair mais. Eles devem continuar variando pouco pelo menos até o fim da safra”, diz Campos. O aumento no consumo do álcool verificado nos últimos meses deve fazer com que o consumidor fique mais habituado com o combustível e, assim, faça com a demanda média permaneça mais elevada.
“O consumidor está, cada vez mais, com a consciência e analisando suas ações de consumo. Ele considera a questão ambiental, a potência do motor, e isso acaba mudando seu hábito também. Assim, consumidores que antes não tinham o hábito de abastecer com etanol passam a adotar o combustível”, disse o presidente da Siamig.
Gasolina mais cara – A Petrobras anunciou para vigorar hoje aumento de 0,90% do preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias. O produto será repassado a R$ 1,9173 por litro, ante o preço anterior de R$ 1,9002. O reajuste vai na contramão do etanol. De acordo com levantamento dos custos do álcool combustível nos postos feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve recuo em 17 estados e no Distrito Federal na semana passada. Na média dos postos pesquisados, a ANP apurou queda de 0,99% no preço do etanol na semana passada.

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