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Operação interdita clínica irregular

Equipe da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria de Desenvolvimento Social, junto à Polícia Militar, se mobilizaram emergencialmente, na tarde de ontem, para fiscalizar irregularidades em dois endereços de clínicas clandestinas para usuários de drogas. A operação constatou que o responsável pelos dois locais era o mesmo que mantinha irregularmente a Comunidade Terapêutica Novo Recomeço, no Residencial Portal do Sol, que foi interditada no início de agosto pelo Ministério Público e segue sob investigação e processo.
Nos endereços fiscalizados e novamente interditados com a operação eram uma casa no Boa Vista e uma chácara na zona rural. De acordo com o psicólogo Sérgio Henrique Marçal, diretor de Atenção Psicossocial, foram encontrados 16 pacientes em situações precárias, acumulados em espaços mínimos e sem nenhum tipo de estrutura adequada.
“Os pacientes eram, infelizmente, na grande maioria pessoas que já retiramos anteriormente em agosto. Por isso constatamos que a família também é conivente, mesmo sabendo que o serviço prestado pelo local é clandestino e irregular eles voltam a submeter o familiar a este tipo de situação. Internações involuntárias, segundo a lei, só podem ser feitas mediante laudo médico, o que não existia em relação a nenhum paciente. Todos estavam medicados sem prescrições, com alimentação irregular e até dormindo no chão”, relata Sérgio Marçal.
O psicólogo explica que esse tipo de medida agressiva causa aversão e reforça a revolta dos pacientes, sendo totalmente prejudicial à vontade real de reabilitar-se. Além do crime cometido, segundo ele, a família precisa se atentar que estão cometendo um ato de violência ao submeter uma pessoa a este tipo de tratamento.

Interdição – Com os dois endereços interditados, as equipes da Saúde Psicossocial e Seds realizaram o cadastramento de todos os pacientes. Os internos de Uberaba foram encaminhados para acolhimento e inserção nos serviços de tratamento ofertados pelo CAPS-AD, e passaram por avaliação médica. Os que pertenciam aos outros municípios, devem novamente ser recambiados e entregues para seus familiares nas cidades de origem.

Ministério Público – A promotora Cláudia Alfredo Marques Carvalho já enfatizou, em situação anterior sobre interdição de clínica clandestina, o posicionamento do Ministério Público quanto ao fato de que a maioria das pessoas são provenientes de outras casas já fechadas, ou seja, os familiares sabem da proibição da atividade. Na ocasião, ela destacou que “mesmo assim esses familiares continuam devolvendo as pessoas vulneráveis a esta pessoa. Portanto também vamos responsabilizar as famílias por esse abandono dos familiares em um ambiente totalmente irregular e inadequado”.

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