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Parlamentares questionam privatização e serviços da Cemig

A proposta de privatização da Cemig defendida pelo governador Romeu Zema e cobranças sobre a atuação da empresa de energia deram o tom dos pronunciamentos de parlamentares, na segunda-feira (10), na segunda reunião do Assembleia Fiscaliza. Os questionamentos foram feitos ao presidente da Cemig, Cledorvino Belini, e a outros dirigentes da companhia.
A privatização da Cemig tem sido apontada pelo governo como parte das condições de adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal, proposto pelo governo federal como saída para a crise dos estados. Belini afirmou que a empresa foi, ao longo de seus 70 anos, um modelo de excelência, o que ainda procede em relação a alguns pontos, mas não em relação a outros. “Muitos entraves existem por causa do modelo regulatório, precisamos de recursos para fazer o que não conseguimos. Mas fomos contratados para aumentar a eficiência e os investimentos. A privatização é uma questão que compete ao governador decidir”, enfatizou.

Preço – O alto preço cobrado pela energia no Estado motivou questionamento da deputada Ione Pinheiro (DEM). O presidente da Cemig explicou que alguns aspectos impactam no preço da energia elétrica, entre eles o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o gasto médio anual com os servidores da companhia.
O presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Thiago Cota (MDB), defendeu o programa Luz para Todos, que promove o acesso de famílias residentes em áreas rurais à energia elétrica, de forma gratuita. O diretor de Distribuição e Comercialização da Cemig afirmou que, em 2016, havia 35 mil atendimentos referentes ao Luz para Todos em atraso. A previsão é de conclusão até agosto de 2019.
Para o diretor comercial da Cemig, Dimas Costa, caso não se consiga prorrogar as concessões com a União, uma alternativa é vender antes desse prazo uma porcentagem das usinas para um grupo de empresários nacionais interessados em serem sócios da companhia, o que inviabilizaria sua venda para empresas estrangeiras.
Para Belini, a companhia cresceu sem ter capacidade de sustentar novos investimentos. Conforme relatou, a Cemig tem 88 usinas e 536 mil quilômetros de linhas de distribuição, o que equivale a 13 voltas ao redor da terra. Está presente em 774 municípios mineiros. Com relação à dívida líquida da empresa, Belini apresentou o número de R$ 13,069 milhões em 2018 e de R$ 12,748 milhões no primeiro trimestre de 2019. O lucro líquido deste trimestre foi da ordem de R$ 797 milhões. Em sua opinião, do ponto de vista financeiro, a situação da empresa é boa.

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