Estado de Minas

Pesquisadores da Epamig desenvolvem novas tecnologias para produção de flores comestíveis

Em atendimento à necessidade de gerar informações técnicas sobre o cultivo destas flores, especialistas testam sua aplicação em sistemas agroecológicos

O cultivo de flores, atividade tradicional na região do Campo das Vertentes, tem papel de peso como atividade econômica para Minas Gerais. Nesse cenário, há cerca de dez anos, as pesquisas da Epamig e parceiros buscam técnicas inovadoras de produção, como o controle biológico de pragas e o estabelecimento das condições para o cultivo das flores comestíveis que, embaladas pela tradição gastronômica, despontam na região.
Nos restaurantes das cidades históricas da região da Estrada Real, ingredientes diferenciados são muito utilizados na confecção de pratos, e dentre esses estão às flores. Em atendimento à necessidade de gerar informações técnicas sobre o cultivo destas flores, pesquisadores da Epamig dedicam-se ao estudo da produção em sistemas agroecológicos.
Os experimentos ainda estão em andamento, mas as primeiras observações com capuchinhas, amor-perfeito e calêndulas já permitem dizer que é possível a produção dessas flores nas condições edafoclimáticas das Vertentes. Além disso, também indica que, para alguns tipos de flores mais delicadas, devem ser adotadas estratégias como o cultivo protegido para preservar as flores de intempéries climáticas.
Na zona rural de São João del-Rei, a produtora de flores Maura Taroco tem acompanhado os experimentos conduzidos na Epamig e vê, nas flores comestíveis, uma forma de diversificar sua produção.
“Já atendíamos o mercado com flores ornamentais. Com a introdução das comestíveis conseguimos agregar valor ao nosso trabalho e, agora, ofertamos mais esse produto. Durante as visitas guiadas, oferecemos as flores para degustação”, conta ela. Na propriedade familiar de quatro hectares, dois são dedicados à produção de flores.
Dentre as espécies comestíveis que a família produz, estão capuchinha, amor perfeito, nirá, jambú, calêndula e mini-rosas. A equipe da Epamig faz visitas à propriedade para troca de informações e experiências. “Este trabalho nos dá uma ideia da aceitação e também do desenvolvimento da cultura”, atesta a pesquisadora Izabel Cristina dos Santos.

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